Meios e Mídias

Fringe, e a síndrome do pé na jaca

Fim da temporada passada (a segunda) eu vim aqui me lamuriar do final clichê de Fringe. Como eu falei na época, não acreditava que seria o suficiente para me desiludir e fazer desistir da melhor série de Ficção Científica/Fringe Science, anos luz (quase que literalmente) à frente de sua fonte primária de inspiração, Arquivos X, mas foi decepcionante. Como sempre, vale um grande SPOILER ALERT pra quem ainda não viu o fim da terceira temporada, ok?

Naquele post, defini Fringe como o Arquivo X dessa geração. É mais hi tech, é mais engajado e enquanto série, possui uma coerência interna maior que Arquivo X, assim como mais constância, em suma, uma série meta-sci-fi clássica. Continue lendo “Fringe, e a síndrome do pé na jaca”

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“The” Alice? There’s been some debate about that.

Vamos brincar de jogo de associação de palavras? Volte no tempo um pouco, antes do anúncio da filmagem de Alice in the Wonderlands. Eu digo para você “Tim Burton”, o que vem a sua mente? Helena Bonham-Carter e Johnny Deep?! Ok, segue daí, o que mais vem a sua mente? Na minha vem logo Edward Mãos de Tesoura, a Noiva Cadaver e O Estranho Mundo de Jack. Se eu continuar a partir daí, palavras como fantasia, realismo fantástico e surrealismo vão pipocar na minha mente. E daí pra Lewis Caroll e Alice no País das Maravilhas seria um pulo. Por isso sorri de orelha a orelha, igual ao Cheshire Cat, quando soube que Tim Burton iria filmar esse clássico dos clássicos! Contingências fizeram com que eu não pudesse ver o filme no cinema, e o vi somente agora, quando ele passou na HBO HD. Foi o quanto durou meu sorriso.

Não me entenda mal, eu não sou purista. Sou totalmente pró liberdade poética e acho que filmes não são livros e vice versa, então não espero ver transcrições literais quando uma adaptação de livro chega as telonas (o mesmo vale para HQs, diga-se de passagem). Respeito muito essa coisa de interpretações autorais e de fato, fico até curiosa para saber como um determinado produtor/diretor/roteirista/ator vai conceber um determinada história/personagem de forma a torná-lo novo, e ainda assim, reconhecível.

Mas o problema aqui é: Tim Burton filmou Alice no País das Maravilhas? “A” Alice? Bom, é discutível. (A seguir, spoilers… leia por conta e risco!) Continue lendo ““The” Alice? There’s been some debate about that.”

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Meu nome é Khan, e eu não sou um terrorista

Não sou fã do cinema Bollywood. Por isso por muito pouco o filme não me escapa. Agradeço a minha inabilidade a lidar com minha recém adquirida SkyHD e ter apertado o botão errado no controle remoto. Era começo da madrugada e assisti um trecho, justamente quando Khan conhece Mandira. Ele era tão pueril, doce, que fiquei uns instantes assistindo. Em dado momento ele dá um piti com um casaco amarelo da Mandira e me lembrei de uma amiga. Fiquei curiosa de ver como o filme ia se desenrolar, e o gravei para assistir mais tarde. Fico muito feliz que eu tenha feito isso.

Contém alguns spoilers. Não o suficiente, eu acho, para estragar o filme, mas é sempre bom avisar…

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Vicky, Cristina e o Nada

Eu podia ser ultra cool e dizer que é um ótimo filme de uma ótima fase do Woody Allen e discorrer sobre as diversas conotações filosóficas que o filme apresenta e… Bem, eu podia. Mas Vicky Cristina Barcelona tem um problema que é recorrente na obra do Woody Allen: é um belo tratado,mas sobre o nada. O W.A. é uma espécie cronista visual cujo tema fundamental é a neurose humana. E não nego o seu talento para fazer retratos, muitas vezes divertidíssimos, sobre o tema. Eu não desgosto do trabalho dele, só tenho quase sempre (excessão pro A Rosa Púrpura do Cairo, que é um filme que eu amo de paixão) a sensação de incompletude e inutilidade quando os créditos começam a subir. A idéia é que para ver neurose pela neurose, basta a gente se olhar no espelho: e muitas vezes os filmes do W.A. são só isso: a neurose pela neurose. Continue lendo “Vicky, Cristina e o Nada”

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True Blood e nossa tara por sexo, violência e sangue

True Blood

O (único) problema de True Blood é que a série vicia. A série tem esse comportamento de traficante, de dar um pouquinho, que é muito, e te deixar com vontade de mais. Dois episódios da terceira temporada e eu já estou aqui, babando, em crise de abstinência e resistindo bravamente à tentação de baixar os episódios que já foram ao ar lá fora. E se ainda não o fiz é porque sei que isso me deixaria babando e em crise de abstinência no próximo domingo, and so on. Continue lendo “True Blood e nossa tara por sexo, violência e sangue”

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A season finale de House

Help me. O título do episódio é uma frase que poderia ser dita por qualquer um no episódio, e é um mote recorrente em House. Help me. Nas entrelinhas, eu leio esse pedido desde o começo da série, e por isso, ao contrário de uns e outros, a 6a temporada, que admito não ter sido nem de longe a melhor, também não me soou a desastre e desgaste da fórmula. Apenas o prosseguimento natural de uma linha que começou 6 anos atrás.

Que linha? Que fórmula? Ok, falemos de House. A série tem como temática central procedimentos médicos. Em teoria, a mesma linha de ER, Grey’s anatomy, Mercy e tantas outras séries que já vieram e foram na telinha. Mas House é, e sempre foi, totalmente diferente. Fora dos padrões convencionais de séries com essa temática, House aposta na angústia e no drama pessoal, (quase nada) não só dos pacientes, mas (em especial) também do personagem título, Gregory House. Continue lendo “A season finale de House”

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De olho na Season Finale: V

Atrasado como sempre, mas essa vez só alguns dias pros padrões brasileiros, já que por aqui V terminou na última terça feira. Ontem, aproveitando o resfriado que me derrubou, fiquei deitada boa parte da tarde  colocando meus programas de TV em dia, e inclusive vendo os 3 episódios que me faltavam assistir pro fim da temporada de V.


Como sempre, rola um spoiler ou outro, e de novo como sempre, alguém ainda pode estar pretendendo assistir, então… O esquema é o mesmo: um pouco sobre a série em si e as minhas considerações sobre o último episódio.
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