Meios e Mídias · Paradigmas e comportamentos

Polêmica, eu quero uma pra viver (Ou “O Twitter grunindo contra a Bethânia”)

Nesses tempos de mídia social e profundidade de pires do avesso em 140 caracteres, todo dia temos uma polêmica nova. Eu passo ao largo dos tais trends, e quase sempre sou marido traído, o último a saber… Do que estão falando mesmo? Ah tá… Então tá.

Mas às vezes pego a discussão no começo, ao invés de tentar tomar o bonde já a meio caminho, pendurada no estribo, quase caindo nos trilhos. Quando é assim, a meio caminho do esgotamento natural da polêmica vazia (que morre em si mesma, silenciosamente e sem aviso prévio), prefiro nem me meter. Mas ok, as vezes pego a discussão no começo.

A polêmica do dia é… Maria Bethania e a lei Rouanet.

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Meios e Mídias · Paradigmas e comportamentos · Reminiscências

Sobre a palavra e a proliferação das mídias

Então, tava eu escrevendo ontem no Tumblr… para! para tudo! Volta a fita que a história já começa antes disso. Quando esse negócio de internet começou a gente tinha lista de email em BBS. “E lamba os beiço que já tá bão“. Todo mundo falava tudo alí e não gostou? Muda de lista. Não que tivessem muitas opções. Aí veio o IRC e a gente passava a noite dando /ignore nos primeiros tarados de internet que foram surgindo e insistiam em marcar encontro com a imagem que tinham de nós (loira gostosa pro marmanjo barbudo, 15 anos pra velhota de quase 30 – aí meus 30!). E toma signo trocado! E abria canal pvt para falar abobrinha enquanto no mainstream, segundos antes do /ignore, a gente continuava muito sério: “sim, sim… tô te entendendo. Te vejo no shopping!” E tome LOL em PVT que na época não chamava LOL  nem PVT, mas isso é detalhe que não interessa. Ai veio o tal do BLOG – que eu sempre imaginava gordo, com uma letra trocada e gritando que ninguém ia movê-lo até ser movido no quadrinho seguinte – e quando a gente achava que não tinha mais o que inventar, começou a promiscuidade digital: ORKUT, TWITTER, MSN,YOUTUBE, FACEBOOK, TUMBLR, VLOG, BUZZ e mais uns 30 nomes cheios de consoantes só entre os que emplacaram, porque nos últimos 15 anos outros nomes igualmente cheios de consoantes foram impossíveis de decorar e cairam no esquecimento. Mas eu estava lá: Meninos, eu vi! Continue lendo “Sobre a palavra e a proliferação das mídias”

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Calar a boca? Vem calar!

O mundo tem 2 pesos e 2 medidas, e só não vê isso quem não quer. Nossos filhos, mal saídos das fraldas e ainda embolando a língua, costumam aprender a dizer “não é justo” mais ou menos depois que aprenderam a falar não. O resto, eles aprendem depois. É que temos essa percepção clara das dicotomias muito antes de percebermos o mundo como um todo, e apesar das frequentes confirmações futuras, viramos adultos abismados frente a estas variações de conduta, e nós mesmos, a reproduzindo.

Como diz o Galdino (O Teatro Mágico): “É a onda do momento depois das vuvuzelas: todo mundo querendo calar alguém.” Alguém enfia a vuvuzela naquele lugar. Cala a boca, Galvão. Cala a boca, Dunga. Cala a boca Tadeu Scmidt. Mas calar a boca que é bom (?!?), ninguém cala. E não vai calar. Já falei por aqui que temo que o mundo andou deixando de ser relevante, e em algum  grau, mesmo que de longe, concordo e tenho medo da tal época dos grunidos que Saramago (que o Universo o tenha!) previu. Mas verdade seja dita, esse mundo global e digital, de orkuts, facebooks, twiters e blogs tem seu mérito: a minha palavra, relevante ou não, tá solta no mundo pra quem quiser ouvir. Eu não preciso ser famosa ou relevante, eu não preciso aparecer na Globo. Eu sou alguém que fala, que emite uma opinião, que (supostamente) tem alguma coisa a dizer, doa a quem doer, incomode a quem incomodar. Não gostou? Não ouve. Ou vem calar… Continue lendo “Calar a boca? Vem calar!”