Meios e Mídias · Paradigmas e comportamentos · Reminiscências

A arte e eu (parte IV) – Os FanArts

Continuando com os meus achados proto-artísticos no Multiply.

Série FanArts – Essa merece um post próprio, porque eu realmente achei que tinha perdido isso, e quando me lembrava dessa época, me entristecia pela perda. Durante o boom dos blogs em 2000 e pouco, eu não sei de onde saiu isso, mas os leitores presenteavam os autores com fanArts: pequenas peças publicitárias sobre o blog alheio. Eu recebi vários (e esses parece que realmente perdi 😦 ) e um belo dia comecei a retribuir. Fiz meia duzia para os blogs de amigos mais chegados, e talvez por ter sido uma época muito inspirada da minha vida, acertei a mão. Não que sejam trabalhos geniais (porque não eram mesmo! Eram só singelas homenagens), mas sem modéstia nenhuma posso dizer que eu consegui capturar a essência dos tais blogs que eu lia e me liam. E era legal, era despretensioso, era divertido: um exercício de interpretação.  E digo que acertei a mão porque de repente me vi afogada em pedidos: Faz um pra mim também?  E eu não reclamava, ia lá, lia o blog com calma, me inspirava e fazia. Mas se eu ia fazer pra alguém do círculo seguinte, resolvi que ia fazer pra todo mundo que eu listava como tendo um blog interessante na lateral do meu bloguinho de então (o saudoso síntese das antíteses, hospedado no nosso domínio Os Imortais). No fim da história, fiz mais de 200 fanArts (e em 2004, localizei 170 e coloquei no multiply), ou seja, um para cada blog que eu lia mesmo que esporadicamente. Continue lendo “A arte e eu (parte IV) – Os FanArts”

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Meios e Mídias · Paradigmas e comportamentos

Phorm e o supra-sumo do paradoxo…

A solução pros problemas de privacidade...

A OI (Oi quem?) nos trouxe essa semana uma simpática notícia: está trazendo o Phorm para o Brasil. O Phorm é uma forma de rastrear os passos do internauta e utilizar essa informação para publicidade direcionada: oficialmente, pelo menos.

A questão é de princípios. Sinceramente eu não tenho nenhum problema em anunciar ao mundo meu histórico de navegação. Mas isso em nível teórico. Na prática, o buraco é bem mais embaixo. Por uma questão de princípios, a minha navegação é um assunto meu, e só meu. Eu não estou solicitando publicidade, muito menos direcionada, e não estou dando permissão pra Oi/Velox (ou pro Google, no que isso interessa…) para rastrear e usar minhas preferências pra progaganda, ou, coisa pior. Toda a questão fere o princípio fundamental da internet livre. E aí a velha história de dar a mão e pegarem o braço entra em ação. Se hoje eles rastreiam meu histórico e eu não falo porra nenhuma, amanhã vão fazer o que??? Continue lendo “Phorm e o supra-sumo do paradoxo…”

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Lost e o Realismo Fantástico (pra quem não gostou de LOST)

Já deu? Chega de Lost? Bom, há controvérsias. Ao responder em alguns blogs que falaram do fim de Lost, eu ainda estou recebendo ainda hoje, os novos comentários que esses posts receberam, e notei uma coisa: num primeiro momento era um embate equilibrado sobre quem gostou e quem não gostou, agora, parece que é um assunto em pauta apenas pra quem não gostou.

A idéia é que quem gostou já absorveu isso em suas vidas e tocou em frente, de forma análoga aos personagens da série. Quem não gostou ainda está remoendo a história do fim. E o protesto é sempre o mesmo: Não respondeu às perguntas e foi um final novela das 8.  Aí eu peço desculpa pela prepotência: Vocês não entenderam nada!  Não é o fato de ter gostado ou deixado de gostar que me diz que vocês não entenderam. Gostar é uma questão de escolha pessoal e pronto. Tem gente que gosta de jiló, tem gente que não.

A questão é que os motivos de vocês não terem gostado remetem ao fato de vocês terem comprado gato por lebre. Lost não é um livro de Ágata Christie, está muito mais pra um de Gabriel Garcia Marques… Continue lendo “Lost e o Realismo Fantástico (pra quem não gostou de LOST)”