Paradigmas e comportamentos · Pensamentos Aleatórios

Os afetos, os desafetos e as leis da física

A vida é essa sucessão de histórias que se entrelaçam. Pessoas que vão, vem, cruzam seu caminho das mais variadas maneiras e cujas histórias imprimem marcas na sua vida e vice versa. Boa parte do tempo, você não pensa neles: os afetos e desafetos que ficaram caminho a fora. Mas eles estão lá, são impressões indeléveis, sutis ou não, na sua história.

Durante algum tempo eu tive essa semi-angústia relacionada aos desafetos. Explico. Eu tenho uma daquelas consciências ultra-mega-hiper-super-limpas de que nunca, mas nunca mesmo, fez algo intencionalmente pra magoar alguém. Não vou dizer que caí de amores por todo mundo que cruzou meu caminho. Sentir antipatias, muitas vezes injustificadas e não provocadas, é parte da natureza humana. Gente se agrupa de acordo com interesses em comum, química, leis do magnetismo que atraem ou repelem. Mas nunca me peguei num momento do tipo “não-gosto-de-fulano-então-vou-fazer-isso-pra-que-ele-se-ferre”. Meu potencial sádico tende a zero e nunca tive prazer no sofrimento alheio, por mais desagradável que fosse o alvo potencial. Embora me pegue em momentos invejosos do tipo “quero também” (e ênfase no também), nunca, mas nunca mesmo, tive sequer o pensamento, que dirá ação, no sentido de se não tenho (ou não tenho mais), fulano não pode ter. Também nunca fui do tipo – e isso pode explicar porque mais de uma oportunidade me escapou pelos dedos e porque já perdi o trem da história incontáveis vezes – capaz de pisar em alguém para conseguir um objetivo. Gente pra mim não é escada e me é impossível escalar cabeça por cabeça pra chegar onde quero chegar. Eu peço licença (burra eu, né?), e torço pra que saiam do meu caminho a tempo de pegar o tal trem da história.  Até hoje, tática mal sucedida, mas sem pretensões de modificá-la. Continue lendo “Os afetos, os desafetos e as leis da física”

Meios e Mídias · Paradigmas e comportamentos · Reminiscências

A arte e eu (parte IV) – Os FanArts

Continuando com os meus achados proto-artísticos no Multiply.

Série FanArts – Essa merece um post próprio, porque eu realmente achei que tinha perdido isso, e quando me lembrava dessa época, me entristecia pela perda. Durante o boom dos blogs em 2000 e pouco, eu não sei de onde saiu isso, mas os leitores presenteavam os autores com fanArts: pequenas peças publicitárias sobre o blog alheio. Eu recebi vários (e esses parece que realmente perdi 😦 ) e um belo dia comecei a retribuir. Fiz meia duzia para os blogs de amigos mais chegados, e talvez por ter sido uma época muito inspirada da minha vida, acertei a mão. Não que sejam trabalhos geniais (porque não eram mesmo! Eram só singelas homenagens), mas sem modéstia nenhuma posso dizer que eu consegui capturar a essência dos tais blogs que eu lia e me liam. E era legal, era despretensioso, era divertido: um exercício de interpretação.  E digo que acertei a mão porque de repente me vi afogada em pedidos: Faz um pra mim também?  E eu não reclamava, ia lá, lia o blog com calma, me inspirava e fazia. Mas se eu ia fazer pra alguém do círculo seguinte, resolvi que ia fazer pra todo mundo que eu listava como tendo um blog interessante na lateral do meu bloguinho de então (o saudoso síntese das antíteses, hospedado no nosso domínio Os Imortais). No fim da história, fiz mais de 200 fanArts (e em 2004, localizei 170 e coloquei no multiply), ou seja, um para cada blog que eu lia mesmo que esporadicamente. Continue lendo “A arte e eu (parte IV) – Os FanArts”

Pensamentos Aleatórios

As teias de confluências

Ok, eu tinha parado com isso… Não estava totalmente certa de que era melhor desse jeito, mas eu tinha posto o pensamento mágico de lado: nada de teias de confluências, energias perpassando histórias, desejos movendo o mundo e coisas desse tipo. Eu era “A” Sra. pragmatismo já tinha um bom tempo.

Mas aí eu recebo um email de 23 anos no passado. E outro dia, outro dia mesmo eu estava pensando nela, Filipa, minha amiga portuguesa, mostrando as fotos de um passeio pra minha filha. E pensei de novo (nela e em zilhões de outras pessoas, admito, mas nela também) quando estava escrevendo o post de aniversário. E mesmo ignorando o quão inusitado era aquilo e enquanto estou lá trocando idéias com minha melhor amiga na época de segundo grau, passo pra ir no quarto e quem eu vejo? Quem eu vejo? A  mariposa de aniversário. Continue lendo “As teias de confluências”

Cotidiano

Dormir e Rir: os melhores remédios

Não posso reclamar do dia. Tá certo que ele não acabou, e que segundo Murph, tem muita coisa que ainda pode dar errado (tipo Letícia com kilos de dever pra amanhã e está só no começo), mas ri horrores hoje, e rir é tudo de bom.  E só deu pra rir como eu ri porque eu dormir. Viu? Tudo está conectado. Tudo é uma coisa só! Continue lendo “Dormir e Rir: os melhores remédios”