Paradigmas e comportamentos

A arte de comentar

Eu não sou dona da verdade. E nunca quis ser. Mas aprendi desde cedo a defender meus pontos de vista até ser convencida do contrário: e acreditem, eu não me importo em ser convencida do contrário. O caminho do aprendizado é, e sempre foi, o diálogo.

O ruim de escrever na internet é que você não fica cara a cara com seu interlocutor. Quando alguém lê um texto seu na sua frente algum comentário saí dali. Bom, ruim, gostei, não gostei, concordo, discordo, e por aí vai. Mas aqui as pessoas vem, lêem, vão embora, e exceto por um hit anônimo, a gente nem sabe que alguém esteve por aqui. Mas isso não é muito diferente de ler um jornal ou um livro, na verdade, é até melhor porque há a possibilidade de interagir. Agarra essa oportunidade quem quer!

Mas comentar na internet não é, ou não deveria ser, diferente de dialogar com alguém na “vida real”. Discordar e criticar são direitos que todos tem, a forma é normalmente muito mais problemática que o conteúdo. As pessoas se acham no direito, por estarem escondidas atrás de um monitor em alguma parte do mundo, de serem grosseiras, ríspidas, vazias em conteúdo na hora de criticar. Não gostou? Tá coberto de razão e no seu absoluto direito, mas me explica porque, como e quando, e abra o espaço pra eu argumentar também. Com sorte, a gente chega num consenso, ou na pior das hipóteses, a gente pelo menos dialogou. Continue lendo “A arte de comentar”

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Meios e Mídias · Paradigmas e comportamentos · Reminiscências

Sobre a palavra e a proliferação das mídias

Então, tava eu escrevendo ontem no Tumblr… para! para tudo! Volta a fita que a história já começa antes disso. Quando esse negócio de internet começou a gente tinha lista de email em BBS. “E lamba os beiço que já tá bão“. Todo mundo falava tudo alí e não gostou? Muda de lista. Não que tivessem muitas opções. Aí veio o IRC e a gente passava a noite dando /ignore nos primeiros tarados de internet que foram surgindo e insistiam em marcar encontro com a imagem que tinham de nós (loira gostosa pro marmanjo barbudo, 15 anos pra velhota de quase 30 – aí meus 30!). E toma signo trocado! E abria canal pvt para falar abobrinha enquanto no mainstream, segundos antes do /ignore, a gente continuava muito sério: “sim, sim… tô te entendendo. Te vejo no shopping!” E tome LOL em PVT que na época não chamava LOL  nem PVT, mas isso é detalhe que não interessa. Ai veio o tal do BLOG – que eu sempre imaginava gordo, com uma letra trocada e gritando que ninguém ia movê-lo até ser movido no quadrinho seguinte – e quando a gente achava que não tinha mais o que inventar, começou a promiscuidade digital: ORKUT, TWITTER, MSN,YOUTUBE, FACEBOOK, TUMBLR, VLOG, BUZZ e mais uns 30 nomes cheios de consoantes só entre os que emplacaram, porque nos últimos 15 anos outros nomes igualmente cheios de consoantes foram impossíveis de decorar e cairam no esquecimento. Mas eu estava lá: Meninos, eu vi! Continue lendo “Sobre a palavra e a proliferação das mídias”

Meios e Mídias

Eu no Espaço Imoral


Amanhã, mais precisamente a zero hora e um minuto (:))  começa minha participação no Espaço Imoral com o post A arte imponente de Rudy Herczog (Rochr). Em princípio, trata-se de uma participação semanal, prestigiando artistas renomados e/ou apresentando novos nomes.

Confesso que dei uma apavorada quando recebi o convite. Mais trabalho (pro-bono, as always… Essa é a história da minha vida! 🙂 ), uma baita responsabilidade (o site é super bem acessado e sempre com excelentes sugestões de artistas inusitados, diferentes, interessantes e cá entre nós, eu sou um tanto quanto mais do mesmo!) e ver arte e dar palpite é uma coisa, escrever texto sobre arte, é outra completamente diferente: eu lá sei do que estou falando? Continue lendo “Eu no Espaço Imoral”