Paradigmas e comportamentos · Pensamentos Aleatórios

Então, né? Pois é. Não foi. (ou Futebol, essa caixinha de surpresas…)

Eu não gosto de futebol. E não me arvoro a dizer que entendo. Mas a vida toda convivi com aficionados pela coisa (sabe como é, o Brasil é um país de técnicos…) então as regras do jogo não me são estranhas, e sou capaz até de palpitar, se me interessa. A questão é que raramente me interessa.

O legal (cof! cof!) de se estar ficando velha, é que a gente vai ganhando bagagem. E não é de ouvir falar em matérias de jornal ou frases de efeito em 140 caracteres. A gente sabe porque já viu, de fato, muita coisa diferente acontecendo ao longo dos anos. E em termos de Copa do Mundo, a cada 4 anos. Soma-se isso com o óbvio (Futebol é um jogo competitivo, onde um ganha, o outro perde, e psicopatias conspiratórias a parte, todo mundo quer ganhar), não vejo muito o que ficar discutindo a respeito: ou se ganha, ou se perde. E a vida segue em frente e ponto. Continue lendo “Então, né? Pois é. Não foi. (ou Futebol, essa caixinha de surpresas…)”

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Meios e Mídias · Paradigmas e comportamentos

Calar a boca? Vem calar!

O mundo tem 2 pesos e 2 medidas, e só não vê isso quem não quer. Nossos filhos, mal saídos das fraldas e ainda embolando a língua, costumam aprender a dizer “não é justo” mais ou menos depois que aprenderam a falar não. O resto, eles aprendem depois. É que temos essa percepção clara das dicotomias muito antes de percebermos o mundo como um todo, e apesar das frequentes confirmações futuras, viramos adultos abismados frente a estas variações de conduta, e nós mesmos, a reproduzindo.

Como diz o Galdino (O Teatro Mágico): “É a onda do momento depois das vuvuzelas: todo mundo querendo calar alguém.” Alguém enfia a vuvuzela naquele lugar. Cala a boca, Galvão. Cala a boca, Dunga. Cala a boca Tadeu Scmidt. Mas calar a boca que é bom (?!?), ninguém cala. E não vai calar. Já falei por aqui que temo que o mundo andou deixando de ser relevante, e em algum  grau, mesmo que de longe, concordo e tenho medo da tal época dos grunidos que Saramago (que o Universo o tenha!) previu. Mas verdade seja dita, esse mundo global e digital, de orkuts, facebooks, twiters e blogs tem seu mérito: a minha palavra, relevante ou não, tá solta no mundo pra quem quiser ouvir. Eu não preciso ser famosa ou relevante, eu não preciso aparecer na Globo. Eu sou alguém que fala, que emite uma opinião, que (supostamente) tem alguma coisa a dizer, doa a quem doer, incomode a quem incomodar. Não gostou? Não ouve. Ou vem calar… Continue lendo “Calar a boca? Vem calar!”

Pensamentos Aleatórios

Deixando a bola rolar

Hoje é dia do Brasil entrar em campo na Copa do Mundo, Copa essa que estou passando longe. Não que isso seja exatamente muito diferente do habitual: eu já falei por aqui que não vejo a mínima graça em futebol. Respeito a comoção, mas não vejo graça. O diferente é que me vi pensando no que eu iria estar fazendo hoje as 3:30 da tarde quando o Brasil inteiro estivesse vendo o jogo. Não gostar de futebol é uma coisa, não assistir nem os jogos do Brasil na Copa do Mundo me parece outra, totalmente diferente. De alguma forma eu vi nisso um processo de dissociação, de isolamento, de diferenciação… Continue lendo “Deixando a bola rolar”

Paradigmas e comportamentos · Pensamentos Aleatórios

O suor, o futebol, o mel e as tropas da ONU…

Luis Fernando Verissimo tem uma crônica (do meu recém lido O Melhor das Comédias da Vida Privada) em que se refere a uma frase publicitária perfeita e o efeito que ela faria em seu criador (A Frase). Lembrei disso numa série de associações aleatórias por conta das propagandas do Rexona Men SportFan que é simultaneamente estúpida e genial. Vez por outra certas propagandas sintetizam com perfeição alguns conceitos, no caso, o efeito zumbificante  que o futebol exerce em algumas pessoas. E não são poucas…

Já é de domínio público a frase intelectualóide e esquerdista (notem que há diferenciação disso para intelectual e de esquerda…) de que “o futebol é o ópio do povo“, parte da mais-de-domínio-público-ainda política de Pão e Circo.  É que reducionismo pouco é bobagem… Em sua essência fundamental, isso não deixa de ser verdade, mas assim como nós somos feitos de átomos e átomos se reduzem a um quark, e um quark não nos define, esse reducionismo não define o fenômeno futebol.

E o mesmo caso dos reducionismos que afirmam peremptoriamente que televisão, internet e videogames emburrecem… Ou que intervenções são, por essência e natureza, um abuso de poder. O quê de verdade que existem nessas afirmações nem de longe encontram seu correlato total na realidade.  A verdade (ou o que podemos apreender como verdade de dada situação) é sempre muito mais complexa do que a análise de suas partes… Continue lendo “O suor, o futebol, o mel e as tropas da ONU…”