Crônicas do Cotidiano · Pensamentos Aleatórios

Bitter Sweet

Bitter-sweet é o gosto do dia. Era o gosto na minha boca quando eu acordei de madrugada, que era manhã, que era madrugada…  O gosto da noite entrecortada, do calor, do espaço, do que ainda não é. O gosto da humildade orgulhosa e do orgulho humilde. Dá possibilidade de estar errada sem ser errada.  Do esforço que compensa. E do que não compensa. Da gentileza de  graça. Da gentileza calculada. Da gentileza por ela mesma.

Bitter-sweet é essa terça. Petit foie que se finge de exótico mas é pura idiossincrasia do dia. Então devoro-o. Bitter-sweet.  Meu dia. Bom dia.

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Crônicas do Cotidiano

Segunda

Então, é segunda. E ainda mais nesse calor, tem essa preguiça, essa dificuldade de engrenar, essa síndrome de Garfield, essa urgência pela rede e pela brisa, ou só a brisa, muita brisa por favor.
Mas é segunda, e recomeça ciclos, e o hino toca na rádio Saara logo depois do tema de star trek me lembrando o buraco surreal onde fui me enfiar.
Então é isso, crianças. Bom dia. Vamos lá mudar o mundo entre um café e outro, ou ao menos dar alguma singela contribuição pra mudar a forma de nascer… Pro que quer que isso valha…

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Domingo

Domingo é dia de melancolia quase reversa. Minha melancolia de bolso por assim dizer. Enquanto derreto e ainda nem é verão. Enquanto resisto a tudo que me vem fácil e muito me custa. Enquanto tento entender o que me trouxe aqui. Enquanto penso se há o que entender. Enquanto faço as pazes com meu deus não intervencionista que disse que se faça a luz mas não vai ao banco paga-la pra mim. Enquanto agradeço as ondas do universo por cada memória que forjei e cada que ainda vou forjar. Magicamente. Forjar.

Magia é só essa capacidade de fazer acontecer onde antes nada havia. E travada como estou, olha o quanto já aconteceu desde o dia que senti o nada me abraçar.
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Pequenos apontamentos do cotidiano 02

Ainda repito tudo que disse. Eu sempre acredito em tudo que digo. Mas o solavanco entre os soluços as vezes tem uma aspereza que não há como se lidar. E as vezes o tudo beira o nada. E inconsoláveis olhamos nossa impotência. Hora ruim para essa certeza cada vez mais lúcida de que apenas nós olhamos e velamos sobre nós e em nenhum placar místico nossos pontos se acumulam cada vez que damos o mais puro melhor de nós.

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Pequemos apontamentos do cotidiano 01

tentar lembrar de registar algumas coisas que escrevo por aí também por aqui. Aqui eu não perco na timeline! 🙂

Então. Arrumando as coisas pra enfrentar o caminho que passa pelo coliseu, digo pelo Guanabara… Não sei se o que ouvi hoje é propriamente consolo, embora saiba que é verdade. O problema é que as vezes preciso de tantas confirmações quanto possíveis, umbiguismo. Só isso. Passa. O resto, bem. É o resto. Por isso digo que não sei se é consolo, porque queremos inteiro e não pela metade. Porque queremos tudo, e queremos ontem. Mas havemos de relativizar o mundo vivido em pequenos soluços de alegria genuína. Soluços eventualmente longos. Soluços entretanto, espaços entre o árido deserto que se chama de cotidiano. Esses soluços são tão sólidos como o que se encontra entre eles. O sonho é tão parte da vida como o que quer que chamemos de vida em si. Há quem diga que estamos todos apenas sonhando dentro do sonho de alguém. Quem pode dizer que não? No que habitualmente desejo de coração aberto, tenho a vida farta, basta apenas a vida plena. E parte-se a semana no meio. Menos um dia. Mais um dia. Que tenha sido bom. Que tenha ao menos sido.

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