Crônicas do Cotidiano · Pensamentos Aleatórios

2012, o ano em que o mundo acabou.

Este ano foi muitas coisas. Poucos foram tanto.

Este foi o ano em que fui ‘obrigada’ a escrever por todo um processo que marcou os seus primeiros meses, o que me fez fazer as pazes com a palavra escrita.  Eu andava pictográfica ao extremo, me derramando em ‘Sombra e Luz’ (literalmente, mas mais sombra do que luz). Não havia propriamente entrelinhas para serem lidas mas nuances de cor, escolhas de filtros, enquadramentos tortos… Quem quis, leu.

Ai fiz as pazes, do fluxo caótico de palavras, verborragia desenfreeada, fui ficando contida, dando forma, até poesias eu escrevi…  Continue lendo “2012, o ano em que o mundo acabou.”

Pensamentos Aleatórios

Navegar é preciso

Comecei um post no ônibus. Deu em nada. Titubeei, enrolei, não disse nada.  É que não me convenci nem que sim nem que não, muito pelo contrário só que não sei.

Fiquei pensando nesse abismo entre o que se diz e de fato se sente, e entre o que se sabe e o que se faz.

Fiquei pensando nas frases soltas , no quer isso ou aquilo, porque aquilo é o que há. E o que tem pra hoje sem ter.  Na sensação de leveza, do encosto que se vai, Eparrei meu pai.  Em contrapartida, no quão longo é o caminho de volta pra casa no taxi quase uma da manhã… De novo. E de novo. E mais uma vez. Continue lendo “Navegar é preciso”

Crônicas do Cotidiano · Pensamentos Aleatórios

Vergonha Alheia

Eu sempre fui de falar muito, demais até,  mas dizer pouco.  Reclamar a esmo, falar da vida hipoteticamente, contar causos, dar pitaco.  Tive sempre essa relação com a palavra que é de que ela existe pra ser dita, e morre esfacelada se fica pra dentro.  Mas normalmente a palavra que importava, eu guardava. Essa eu não tinha coragem de dizer.

Imagina. O que as pessoas vão pensar! Pensar de que, Adriana? Pensar de quem?  Disso. Do outro. Mas de mim por tabela.  Do Eutro.  Sei lá. Continue lendo “Vergonha Alheia”

Crônicas do Cotidiano · Pensamentos Aleatórios

Sobre a explosão que não houve

Foi como disse. Matéria e anti-matéria coabitaram mais uma vez sob o mesmo teto e não houve nenhuma explosão. Nenhuma audível pelo menos. Nenhuma, ruidosa ou silenciosa, em mim.  Nada se quebrou, se partiu, se lascou, implodiu.  Houve sim, um curto período de tempo onde todo o som foi engolido e as pessoas pareciam dançar ao som do silêncio ao meu redor. Mas durou apenas o tempo deu descer as escadas e entrar consciente e intencionalmente no centro gravitacional para abraçar meu amigo DJ e sair de lá, inteira como entrei. Continue lendo “Sobre a explosão que não houve”

Pensamentos Aleatórios

Notas preguiçosas de um sábado preguiçoso

* Dentro de ti, um peixe. Né Alan ?
* O problema de ter gosto musical adolescente é achar que pode deixar o grooveshark de filho tocando ao fundo. Funciona bem, até o primeiro screamo tocar logo após aquela música que você gosta muito e que por isso aumentou o som…
* É foda… sábado preguiçoso my ass. Se eu tenho que varrer casa, lavar roupa, lavar louça, que diabos de sábado preguiçoso é esse?
* O vento do ventilador é quente. O gelo bate na bebida supostamente gelada e derrete imediatamente. E isso porque dentro de casa está uns 5 ou 6 graus mais frescos que lá fora. Viva o Verão. Só que não.
* Confirmada a parte I do meu PI 5 cocares do fim de semana que vem.   A parte 0, ou seja, happy hour de sexta, já fechei também porque pra fazer programa saudável sábado e domingo, eu preciso tomar muita cerveja e comer fritura na 6a… faz sentido pra vocês?
* Queria muito emagrecer uns quilos até o natal que vamos fazer de conta que não é daqui a 2 semanas. Mas queria isso comendo fritura e bebendo cerveja. Vai rolar, produção?  Respostas engraçadinhas na minha caixa postal. Não ouço mesmo!
* Até porque, eu não especifiquei. Natal de que ano?
* Vou lá ler. E não fazer mais nada. Nothing at all.
* Pois é … pois é.  Vidinha mais ou menos, né não? Vidinha mais ou menos! 🙂

Pensamentos Aleatórios

Conversa jogada dentro

Uma semana especialmente difícil, alguns mojitos, um carpaccio, muita fumaça de charuto cubano, um gole de single malte (que a lembrança ainda pinica a língua), um metrô e um ônibus (ok, sou muquirana mão de vaca. Eu disse que ia pegar um taxi, mas saltei e lá estava o onibus me esperando…) e eu estava em casa. Com a certeza de que não há lugar como o lar – não, não, história errada! – Com a certeza de que não há nada melhor que jogar conversa dentro. Porque eu não jogo conversa fora. E nem sei de onde veio essa expressão! Continue lendo “Conversa jogada dentro”

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Desapego

Ainda estou aprendendo . Tarefa inglória a de não saber por escolha, pra melhor passar. Pensar em como não deixar barato mas abrir a mão lentamente, e simplesmente deixar… Não reclamar de justiça, ou mais especificamente da falta dela, e fazer a estranha opção de, pelo menos de forma consciente, nem tentar entender.

Ainda estou tentando aprender a natureza desse tal de desapego, não precisar dar a última palavra para estar certa, e sequer precisar estar certa para ser feliz.

Ainda estou  no processo de aprender, a me calar não por medo, a deixar pra lá não por descaso, a fazer não por teimosia, a aceitar e seguir.

A não esperar mas desejar, em grande estilo, <a felicidade, desesperadamente>, sendo e estando, hoje, não ontem, não amanhã.

A deixar passar por mim, a olhar através, e absorver, fagocitar, fazer parte de mim tudo que valha a pena. Só o que valha a pena.

Ainda vou aprender. Mas sou boa aprendiz.  Não ligar. Não me importar. Não deixar fazer diferença. Não me deixar atingir. Não me desviar do caminho exceto pela paisagem, pela cesta de piquenique, pela companhia, pelo dia de sol, pelo dia de chuva, pelo dia que for.

Que seja hoje um bom dia para simplesmente desapegar.