Crônicas do Cotidiano · Paradigmas e comportamentos

Desvia e rebate: a técnica preferida de quem não saber argumentar

Um post críptico para bom entendedor, onde meia palavra basta e ponto é letra….

Duas pessoas se encontram nas ruas da internet (sabe aquele lugar onde todo mundo é macho pra caramba? Pois é, lá mesmo!). Uma odeia a outra, embora a contrapartida não seja verdade. Poderia ser, mas por acaso não é. É apenas um ilustre desconhecido que por A+B-C resolveu que o interlocutor é motivo de seu ódio supremo. Inverossímil? Oh, acredite, isso acontece. Então, duas pessoas se encontram em um site sobre receitas num tópico de picadinho de carne (é, eu sei, eu e meus exemplos surreais) onde se condenava o uso da salsa para temperar picadinho. O sujeito A, que nem foi quem começou a conversa, concorda que temperar a carne com salsa não picada e não lavada estraga o picadinho. O outro acha que fica uma maravilha e que é um absurdo, uma heresia, reclamar da salsa que estraga o picadinho, sendo que essa era apenas a opinião de quem começou o assunto.  Resolvem discutir acaloradamente.

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Meios e Mídias · Paradigmas e comportamentos

Pequenos manifestos pela arte democrática (2)

Fragmento do cartaz do Ato pelo Debate Público de Direitos Autorais que aconteceu em maio / 2010

O que é meu é meu e o que é seu é seu. Até aí a gente concorda. Eu não tenho nenhuma intenção de entrar na sua casa e sair pegando os seus pertences, mas o que foi solto no mundo é meio que do mundo…É alguns bens são por definição (ou deveriam ser) coletivos. O ar que eu e você respiramos por exemplo. E a cultura.

Mas o povo não está interessado em cultura de verdade.” Diz o sujeito com o rosto meio escondido alí na fileira de trás. Não está mesmo? Ou só não conhece? Não foi dado o direito de querer? A TV foi comprada a prestação e eles assistem o que aparece lá pra ser assistido. Gostam de algumas coisas, desgostam de outras, mas não há propriamente muita opção alí para se conversar a respeito. Vale o mesmo pro show que acontece no clube da esquina (e antes fosse o Clube da Esquina!), e o CD, que por sinal, eles compram alí no camelô da praça, muito obrigado. Livro? Muito caro, deixa pra lá. E segue por aí já que a lista é longa e o acesso,quase nenhum. Continue lendo “Pequenos manifestos pela arte democrática (2)”