Crônicas do Cotidiano · Pensamentos Aleatórios

Impressões de férias (06)

Faz de conta que eu não me preocupo, não me estresso, não sinto maremotos de culpa. Faz de conta que eu aprendi a não me importar.

Faz de conta que o tempo é infinito, que somos camelos acumulando descanso, acumulando o tempero, acumulando só o que vale a pena acumular.

Faz de conta que o cheiro é agradável, que não sinto falta dos cachos, que me sinto loira por dentro igual sou por fora. Que acompanho a conversa de salão, ainda mais no fim do mundo…

Faz de conta eu eu achei a solução simples pra me conter e me fazer caber

Faz de conta.

Ainda estou de férias, after all.

(fotos de hoje, amanhã no fb. É que estou aqui, mas a cabeça está lá, e eu faço de conta, mas sou ruim de acreditar).

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Impressão de férias (05)

O mais engraçado no fim do mundo é que gasta-se menos tempo pra ir pra cidade vizinha do que pra andar de um bairro a outro na civilização. E o mais engraçado também é que embora eu trabalhe no olho do furação de um sei lá, shopping a céu aberto, TC desperta o pior do consumismo dentro de mim. Achei um calça por um bom preço, shampoo e condicionador desamarelador (no Rio, sempre que acho um de uma marca, o outro não tem, ou é de outra marca…), um creme de massagem, e aquelas coisas que a gente pode comprar em qualquer lugar, mas nunca compra, nunca lembra, nunca vai no lugar que tem. Só bobagem, nada caro, mas…

Infelizmente eu não dei sorte no início da minha carreira de traficante. Não tinha tronquinho de chocolate. Talvez eu volte antes de segunda, talvez só no natal. Continue lendo “Impressão de férias (05)”

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Impressões de férias (04)

Nada. O grande e incomensurável nada. Já tive um culto a ele. A arte de simplesmente não fazer nada.

Pintaram meu cabelo. Me alimentei nos horários das refeições. Fiquei de babá de cachorro (ouve ai, se ele cair ele gani, se ele ganir vai lá e colocar ele no lugar…). Assisti Dr. Who.
Pra dizer que não fiz nada de produtivo, respondi um email de trabalho … nhé… a quem eu quero enganar, eu não fiz foi nada.

E não se engane, foi muito cansativo fazer esse nada. Pensando seriamente em subir pro meu quarto colocar as pernas pro ar, e fazer mais um pouco de nada até cair no sono.

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Impressões de férias (03)

Fuso horário não é só pra quem é chiquerésimo e viaja para além da longitude permitida para nós, pés rapados. Fuso horário é um estado de espírito, É só convenção gente! Tempo e espaço intrincados e alguém de fora dizendo pra você que horas são! Pois bem, ainda não entrei no fuso horário das férias… Acordei as 5, as 7, e depois dai a cada 15 minutos ou coisa assim. Como assim não vai rolar 422 e engarrafamento na segunda? Como assim eu posso simplesmente dormir? Como assim ainda é hora de descansar quando meu corpo tem vida própria e checa os malditos emails no celular? Continue lendo “Impressões de férias (03)”

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Impressões de férias (02)

Então né?  Morrer, dormir, talvez sonhar, quem sabe?  Acordei de um sonho que não me lembro, num quarto que não era (mais) o meu. Pulei, sentei na cama, 11 e cassetada!  Foi o tempo de colocar uma roupa e descer pra cruzar com a irmã na escada, que já estava indo me chamar… de descabelada, né?  Alias, até a mãe me chamou de descabelada. Foi mal ai. Eu tinha que esquecer alguma coisa, esqueci a escova de cabelo.

Mas enfim, tinha até uma mesinha posta pro meu café sendo retirada para colocar o almoço. Gordo é foda: olha eu chorando muito, e chorando alto! Continue lendo “Impressões de férias (02)”

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Impressões de férias (01)

O motorista de nome estranho que nasceu em 3 de fevereiro e que não liga em receber presentes, caros ou baratos, foi um lembrete de que há muito que é conjuntural, mas muito que é pura escolha. Lidar com as conjunturas, por exemplo, é uma escolha.  O desgastante caminho entre Rio e o sul do sul de Minas pra ele começa com uma conversa divertida, um criação de camaradagem, que contribui pra viagem tranqüila. Ele também é um ser que escolheu ser do ramo do acolhimento, mesmo que não fosse. Continue lendo “Impressões de férias (01)”