Meios e Mídias · Pensamentos Aleatórios

Apologia à Pale Ale.

Assistindo a segunda temporada de Falling Skies. De fato eu tinha parado na primeira. Quase acabando e pensando aqui cá comigo, o único jeito de nunca ser manipulado é ter um grau de desconfiança no outro e um grau de desprendimento com a opinião ou a posição ou o que seja, que te permita a não-ação. Ou a ação unica e exclusivamente guiada pelas correntes (o que é a total manipulação, mas de um jeito tosco: já que vou ser manipulado mesmo, sigo o fluxo, apenas isso…) e nenhum apego a consequência da ação (ou da não ação).


A verdade é tão multi-facetada que não é possível, de fato, diferencia-la do engano de boa fé ou da completa manipulação intencional. Se é que existe verdade. Ou boa fé.
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Meios e Mídias · Paradigmas e comportamentos

Spoiler. O que que tem?

A gente tem que ter um certo peso. Uma certa aparência. Uma certa realização profissional. Um certo poder aquisitivo. Uma certa cor de pele. Uma certa sexualidade. Uma certa religião. Uma certa posição política. E agora, um certo ritmo para assistir série na TV.

Spoiler é agora institucionalizado. Ainda fazem graça com você: “Pô, tá todo mundo falando, todo mundo já viu, eu tinha que esperar você?”
Todo mundo não, cara pálida. Talvez o grupo que gire em torno do seu umbigo, talvez. Pelo visto, nem isso.

Eu lembro quando alguém soltava um spoiler sem querer num grupo de amigos, como era condenado ao ostracismo… Paria social. Agora, paria social é quem tem mais o que fazer da vida e não viu a série XYZ no INSTANTE em que ela foi lançada na TV a cabo.

Se vira, mané…. se não quer saber, não acesse a internet. Problema seu. Não mandei não ver, não ter TV a cabo, não ter pirateado a série, ter hora pra dormir, ter hora pra acordar, ter vida social, ter feito outras escolhas. Não mandei. Eu vi, e vou abrir minha boca grande para contar o final. Só porque eu posso. Só porque eu quero. Só porque preciso que o mundo saiba a minha opinião a respeito do episódio que meu amigo ainda não viu. E tá reclamando porque é dos mimimis (no meu caso, #mimidri porque eu patenteei essa parada e ninguém paga as minhas contas).

Grande bobagem, né? É só a pinóia de uma série de TV, que tem HQ relacionada (que podia ou não ser respeitada na adaptação)… Mas é só mais uma prova de que as pessoas não tem um pingo de respeito umas pelas outras. Só não tem.

Meios e Mídias · Pensamentos Aleatórios

Comentários rápidos e aleatórios sobre minhas fotografias

1 – Continuo sem noção de qualidade. Elas funcionam muito mais como lente mágica pra ver o mundo e um contar de uma história, ou seja, é mais sobre significado que sobre fotografia em si. O único feedback mais técnico que recebo é do Paulo , mas ele sempre foi too kind to be true. 😛

2 – Segundo minha irmã, é possivel notar uma mudança de olhar das primeiras pras últimas. Mas sabe lá o que isso significa.

3 – Não sei se estou perdendo o jeito, ou ficando mais exigente. Antes, de cada lote, eu aproveitava a maioria. Agora eu descarto a maioria.

4 – Por outro lado, nao sei se estou ficando melhor ou mais deslexada (ou confiante). Cada vez mais a quantidade de filtros de efeito vão diminuindo. E já começam a aparecer fotos onde mesmo filtros de correção são só de leve…  Já teve foto que tudo que eu fiz foi colocar borda. Em compensação, estou abusando do crop e de correção de lente em relação ao horizonte.

5 – Babando por uma câmera semi-profissional. A máe tá baleadinha, então fica chato de vender… alguém quer comprar um filho? Aceito troca por uma Kodak EasyShare Z900…  (JUST KIDDING! OR NOT! )

6 – Se alguém quiser dar uma olhadinha, as fotos moram em THROUGH MY OLD SOUL.

Meios e Mídias

Alguns pensamentos aleatórios sobre Fotografia (com direito “A Foto”, ainda inédita)

Eu agora cismei de fotografar tudo. TUDO. Ando com a câmera do celular praticamente o tempo todo ligada e por um ‘dá-cá-aquela-palha’ eu tiro uma foto. E já são quase um milhar de fotos. No site (Through My Old Soul) que criei pra elas, já tem quase 2 centenas das que selecionei e editei. E todo dia subo mais umas 10 ou 15 por vez. Acho, mas só acho, que tem haver com uma certa necessidade de resgatar o idílico do cotidiano, uma poesia que se perdeu em algum lugar… Uma obrigatoriedade de me convencer que o mundo, afinal, é bonito. É lotado de gente, e ranço, e imbecilidade, e podridão, e tédio, e cansaço, e tanta coisa que seria preferível nunca ter visto, mas quando se olha além, no apesar de, no contudo, ele é lindo. Triste às vezes, mas lindo. Continue lendo “Alguns pensamentos aleatórios sobre Fotografia (com direito “A Foto”, ainda inédita)”

Meios e Mídias · Paradigmas e comportamentos

A Inteligência e a Hipocrisia – Carta Aberta ao Sr. Carlos Nascimento

Caro Sr. Carlos Nascimento,

Eu não sei se já fomos mais inteligentes, mas concordo, não somos esse primor de inteligência todo que arrotamos por aí. E quando digo nós, me refiro a esse coletivo humano, do qual eu, e, salvo algum engano, o senhor também faz parte.

Porque esse coletivo assiste BBB, esse programa que promove, dentro e fora da casa, o pior do que nos faz humanos, percorrendo essa linha tênue e fronteriça entre o simplesmente abjeto e o crime.  Mas esse mesmo coletivo é o que assiste A Casa dos Artista, da emissora da qual o sr. faz parte, ou A Fazenda, ou qualquer outro programa simulacro de realidade onde os participantes são estimulados a praticar o pior ao invés de promover o melhor…

E quando um crime (ou simulacro de crime) acontece, esse mesmo coletivo relativiza, coloca panos quentes, acha absurdo discutir e cala a boca dos poucos que ousam fazer o impensado: Pensar. Usar o lamentável ocorrido para discutir os direitos de mulheres e homens, o direito ao não, o direito ao próprio corpo, as noções de dignidade, o estado da lei e as responsabilidades individuais e coletivas, é, sem sombra de dúvida, remar contra a corrente. Insistir na discussão mesmo sob o clamar de uma voz unissona que afirma que a questão é um problema da justiça e/ou dos envolvidos deve ser mesmo uma prova cabal de falta de inteligência. Ou será que não?

Entretanto, é fato que discutir o paradeiro de Luiza (Luiza quem?) não é lá muito inteligente. Nisso havemos de concordar. Mas apenas porque Luiza no Canadá é um bordão, um meme, uma piada interna que extrapolou os limites de um pequeno grupo graças ao poder da internet (mesmo poder que trouxe o assunto do estupro à quem não assiste BBB, e que impede que a mídia televisionada e escrita controle a informação como fazia em tempos idos). Luiza no Canadá é para rir, descontrair, relaxar… Atividades necessárias para aliviar as pressões do cotidiano e manter o cérebro fazendo o que deveria fazer de melhor: Pensar.

Então não sei se já fomos mais inteligentes, mas com certeza já fomos menos prepotentes, pois hoje parece que achamos  que todos os problemas do país, quiça do mundo, são culpa de termos feito uma piada com uma ilustre desconhecida que fazia intercambio, ou de termos tido a burrice de discutir questões conceituais como a natureza do estupro, os limites do corpo, a responsabilidade legal de emissoras de televisão… Ou de que apenas quando todos os problemas brasileiros e mundiais estiverem resolvidos nos é dado o direito de rir ou de expressar nossas opiniões.   Definitivamente já fomos menos arrogantes, quando não achavamos que cabia a nós determinar quais os assuntos relevantes que devem e, em última análise, podem, ser discutidos pela população de um país em uma internet que ainda é livre.  Ou o que pode nos fazer tirar do nada um riso inconsequente por uma piada ou bordão.  E sem sombra de qualquer dúvida, já fomos menos hipocritas, de ir em rede nacional apontar os supostos defeitos dos quais somos plenos também.

Todos nós. Burros, prepotentes, arrogantes e hipócritas. Menos, é claro, a Luiza, que pra sorte dela estava no Canadá.

Meios e Mídias · Paradigmas e comportamentos

Por que só me resta protestar…

Durante anos eu cantei a pedra. Fui acusada de ranço intelectualóide e paternalismo. Ok. Em nome da diversidade eu deixei passar. Quando aconteceu eu fiquei quieta um tempo, processando… Me dei ao trabalho de ver o vídeo. Ler diversos textos. E aí comecei a soltar o verbo.

E o fiz porque qualquer interpretação (e infelizmente até o óbvio é passível de interpretações conflitantes) é tão abjeta, tão impossível de defesa, que só me resta o protesto. Vazio. Inconsenquente. Com o único objetivo de desopilar meu fígado e justificar meu desprezo generalizado pela tal da raça humana.

Não vou detalhar o contexto… todo mundo sabe. Todo mundo foi bombardeado por isso zilhões de vezes nas redes sociais, mesmo os que como eu, se recusavam peremptoriamente a tomar ciência de mais uma edição da encubadora de mediocridade e degradação humana, o tal do BBB. E algo rolou sob os edredons, prática já famosa nessa porcaria de programa… mas dessa vez entre uma dona desacordada ou no mínimo muito próximo disso e um sujeito que já tinha levado um não dessa mesma dona. Eu realmente não sei na língua e no mundo de vocês, mas no meu dicionário isso é estupro. Continue lendo “Por que só me resta protestar…”

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Fringe, e a síndrome do pé na jaca

Fim da temporada passada (a segunda) eu vim aqui me lamuriar do final clichê de Fringe. Como eu falei na época, não acreditava que seria o suficiente para me desiludir e fazer desistir da melhor série de Ficção Científica/Fringe Science, anos luz (quase que literalmente) à frente de sua fonte primária de inspiração, Arquivos X, mas foi decepcionante. Como sempre, vale um grande SPOILER ALERT pra quem ainda não viu o fim da terceira temporada, ok?

Naquele post, defini Fringe como o Arquivo X dessa geração. É mais hi tech, é mais engajado e enquanto série, possui uma coerência interna maior que Arquivo X, assim como mais constância, em suma, uma série meta-sci-fi clássica. Continue lendo “Fringe, e a síndrome do pé na jaca”