Paradigmas e comportamentos

A arte de comentar

Eu não sou dona da verdade. E nunca quis ser. Mas aprendi desde cedo a defender meus pontos de vista até ser convencida do contrário: e acreditem, eu não me importo em ser convencida do contrário. O caminho do aprendizado é, e sempre foi, o diálogo.

O ruim de escrever na internet é que você não fica cara a cara com seu interlocutor. Quando alguém lê um texto seu na sua frente algum comentário saí dali. Bom, ruim, gostei, não gostei, concordo, discordo, e por aí vai. Mas aqui as pessoas vem, lêem, vão embora, e exceto por um hit anônimo, a gente nem sabe que alguém esteve por aqui. Mas isso não é muito diferente de ler um jornal ou um livro, na verdade, é até melhor porque há a possibilidade de interagir. Agarra essa oportunidade quem quer!

Mas comentar na internet não é, ou não deveria ser, diferente de dialogar com alguém na “vida real”. Discordar e criticar são direitos que todos tem, a forma é normalmente muito mais problemática que o conteúdo. As pessoas se acham no direito, por estarem escondidas atrás de um monitor em alguma parte do mundo, de serem grosseiras, ríspidas, vazias em conteúdo na hora de criticar. Não gostou? Tá coberto de razão e no seu absoluto direito, mas me explica porque, como e quando, e abra o espaço pra eu argumentar também. Com sorte, a gente chega num consenso, ou na pior das hipóteses, a gente pelo menos dialogou. Continue lendo “A arte de comentar”

Anúncios
Meios e Mídias · Paradigmas e comportamentos · Reminiscências

A arte e eu (parte IV) – Os FanArts

Continuando com os meus achados proto-artísticos no Multiply.

Série FanArts – Essa merece um post próprio, porque eu realmente achei que tinha perdido isso, e quando me lembrava dessa época, me entristecia pela perda. Durante o boom dos blogs em 2000 e pouco, eu não sei de onde saiu isso, mas os leitores presenteavam os autores com fanArts: pequenas peças publicitárias sobre o blog alheio. Eu recebi vários (e esses parece que realmente perdi 😦 ) e um belo dia comecei a retribuir. Fiz meia duzia para os blogs de amigos mais chegados, e talvez por ter sido uma época muito inspirada da minha vida, acertei a mão. Não que sejam trabalhos geniais (porque não eram mesmo! Eram só singelas homenagens), mas sem modéstia nenhuma posso dizer que eu consegui capturar a essência dos tais blogs que eu lia e me liam. E era legal, era despretensioso, era divertido: um exercício de interpretação.  E digo que acertei a mão porque de repente me vi afogada em pedidos: Faz um pra mim também?  E eu não reclamava, ia lá, lia o blog com calma, me inspirava e fazia. Mas se eu ia fazer pra alguém do círculo seguinte, resolvi que ia fazer pra todo mundo que eu listava como tendo um blog interessante na lateral do meu bloguinho de então (o saudoso síntese das antíteses, hospedado no nosso domínio Os Imortais). No fim da história, fiz mais de 200 fanArts (e em 2004, localizei 170 e coloquei no multiply), ou seja, um para cada blog que eu lia mesmo que esporadicamente. Continue lendo “A arte e eu (parte IV) – Os FanArts”

Meios e Mídias

Qual é a cara disso aqui?

Estou tentando achar um template que tenha a cara desse blog, assim como o template do indo devagar, ao menos por enquanto, tem a cara dele.  Mas quando gosto da cara do template, ele não encaixa direito, a citação é feia ou as imagens ficam estranhas…  Então os meus (invisíveis) visitantes não devem reparar as mudanças repentinas aqui no layout até eu achar um no qual eu me sinta acomodada… 😛

Pensamentos Aleatórios

E nada mais…

Quando eu me mudei para esse fim de mundo eu queria uma casa no campo, onde eu pudesse plantar meus amigos, meus discos, meus livros e nada mais…

Acontece que era muito longe pros amigos visitarem (tipo 300 km do amigo mais próximo), meus discos, ou CDs, já tinham sido todos arranhados pela passagem de 3 filhos pequenos pela minha vida (que agora não arranhavam mais discos, mas tipo, sumiam com os poucos que sobreviveram a fase de arranhar disco da mamãe é cool!) e os livros, bem, tem uma estante cheia deles mas eu fiquei meio cegueta e nem sou capaz de ler com gosto até trocar o óculos, pelo menos. E até consegui uma casa no campo de verdade, ai plantei foi barro, cobra, mosquito, aranha, morcego e besouro entrando janela adentro. Tá pensando que é mole morar na roça? Ok, eu estava.  Fui enganada! Por mim mesma. Continue lendo “E nada mais…”