poesia

Vazio

Tédio. Profundo. Absurdo. Absoluto.
Luto de algo que não está mais lá.

E imaginar que o vazio, físico, poderia ocupar os espaços.
Estender braços por cada sala, cada mesa, gaveta, pasta…
Preencher todas as frestas, todos os cantos, com nada e coisa alguma.

Olhos mortos acompanham o relógio.
Mais um minuto. Outro. Outro. Enfim.
Tédio. Profundo. Absurdo. Absoluto.

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poesia

Jornada

Toda vez que as paixões apontam, se reviram, se revoltam, mar em cólicas no ócio dos dias, eu busco A Palavra. As vezes falada, quase sempre escrita, que cure, que abra, traduza, resolva, que resuma, console, encontre, perdure. Que seja o nome do que não foi nomeado, que consolide o silêncio, que abra os caminhos. A Palavra.

Toda santa e profana vez, essa força que se insinua, que rasga a carne buscando ser dita, que se prende em cada entranha, que liberta, que me prende. Continue lendo “Jornada”