Meios e Mídias · Paradigmas e comportamentos

Aguardando a Season Finale: Supernatural

Já me disseram que eu tenho o hábito de subverter significados… Fazer o que? Eu tenho mesmo. Seja a minha veia psicótica ou o fato de ter aprendido muito cedo a ler nas entrelinhas, eu sempre vejo muito mais do que me é mostrado e encontro significado profundo nos significantes mais banais. Pilha minha. Deixem-me com a minha loucura.

Então tá, orfã de Lost, assunto segundo o Perninha já morto e enterrado, vamos lá pra minhas outras distrações televisivas, e comecemos com Supernatural, que não é uma série de terror e tenho dito. Ou não é só. Antes de mais nada, eu assisto as séries na televisão, então estou sempre atrasada… e agora mais ainda. Gravadas, esperando por tempo de assistir, vai as vezes quase uma semana se não bem mais, entre o episódio e o tempo aparecer. Assisti ontem Two Minutes to Midnight, o penúltimo episódio da temporada. E cá estou eu aguardando a season finale nesta quinta feira. Mas ainda assim, atrasada ou não, cabe um Spoiller alert pra o que vem a seguir, certo? Pra quem ainda vai assistir a quinta temporada, porque tem sempre alguém mais atrasada que eu! Continue lendo “Aguardando a Season Finale: Supernatural”

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Lost e o Realismo Fantástico (pra quem não gostou de LOST)

Já deu? Chega de Lost? Bom, há controvérsias. Ao responder em alguns blogs que falaram do fim de Lost, eu ainda estou recebendo ainda hoje, os novos comentários que esses posts receberam, e notei uma coisa: num primeiro momento era um embate equilibrado sobre quem gostou e quem não gostou, agora, parece que é um assunto em pauta apenas pra quem não gostou.

A idéia é que quem gostou já absorveu isso em suas vidas e tocou em frente, de forma análoga aos personagens da série. Quem não gostou ainda está remoendo a história do fim. E o protesto é sempre o mesmo: Não respondeu às perguntas e foi um final novela das 8.  Aí eu peço desculpa pela prepotência: Vocês não entenderam nada!  Não é o fato de ter gostado ou deixado de gostar que me diz que vocês não entenderam. Gostar é uma questão de escolha pessoal e pronto. Tem gente que gosta de jiló, tem gente que não.

A questão é que os motivos de vocês não terem gostado remetem ao fato de vocês terem comprado gato por lebre. Lost não é um livro de Ágata Christie, está muito mais pra um de Gabriel Garcia Marques… Continue lendo “Lost e o Realismo Fantástico (pra quem não gostou de LOST)”

Cotidiano

Um é pouco, dois é…

…bom, três é demais“? Era isso que você ia responder? Eu vou ser obrigada a discordar. Estou começando a achar que 3 é um número cabalístico, gerador de um equilíbrio delicado, porém real. 3 inviabiliza o impasse, tece um certo balancear das forças envolvidas, abre caminho pra de um lado uma certa conformidade, e por outro, o bolar de estratégias mirabolantes para mudar o centro da balança…

Eu sempre achei que eu tinha sido totalmente insana em ter 3 filhos. O trabalho (E gastos!) envolvidos sempre foram gigantescos. O fato de só ter dois braços sempre pareceu um empecilho enorme pra gerenciar a tarefa, e havia um esgotamento constante… Bom, eu era feliz e não sabia. Agora que o mais velho saiu de casa (buaaa! buaaa! Uaaa! 😀 ) eu descobri a falta que faz um terceiro elemento na correlação dos vetores familiares. Continue lendo “Um é pouco, dois é…”

Meios e Mídias

Lost Without Lost

Somos os orfãos de LOST. Com o fim da saga de 6 anos perdidos em uma ilha, com todas as metáforas, algumas escancaradas e outras nem tanto, que estar perdido em uma ilha carregava, acabou-se uma era na televisão mundial, algo que se compara, eu acho, ao fim de Arquivo X (com o detalhe de quando arquivo X acabou, ele já tinha acabado há muito tempo, se arrastando moribundo em nossa televisão… Já Lost acabou quando devia acabar, por mais triste que admitir isso seja!).

Eu confesso que assisto muita TV. Com a possibilidade de baixar episódios online e com o recurso de gravá-los na minha TV, qualquer coisa que me prenda minimamente a atenção, merece espaço em um dos meus HDs (o do computador ou o da TV).Mas confesso também que agora tudo tem um gosto meio amargo, ou insosso: não é LOST. Continue lendo “Lost Without Lost”

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Lost: O Fim e o Arrebatamento

Muito já foi dito, então não espero trazer alguma consideração revolucionária. Espero apenas desabafar. O problema do arrebatamento é que ele enche o seu peito, e é preciso dividir isso de alguma forma pra que faça sentido. O fim de Lost foi arrebatamento. Não foi explicação ou ausência dela: Como o Windblow disse coberto de propriedade, foi um episódio para ser sentido, e não para ser entendido. E qualquer consideração a parte, ele cumpriu esse papel. Então vamos às considerações…

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Spoiler, esse mal digital… (Spoiler is a bitch)

Ok, não é um mal só digital. Ainda lembro até hoje quando o Elendil soltou o fim de um livro (era o Harry Potter?) na cara dura no meio de um jogo e o Telles ficou com aquela cara de “Mato agora ou depois?!” . É fato que o Telles não em muita moral pra reclamar de Spoiler: ele os caça na internet e depois fica esfregando na nossa cara que já sabe (o fim da série, quem sai no A.Idol, qual ator vai aparecer em qual episódio – e por conseguinte, que personagem…) até a gente não aguentar mais e mandar ele contar. Mas  nesses tempos digitais, ele vem sem aviso prévio, pipoca na sua tela sem convite, e vamos combinar, spoiler é coisa de espírito de porco! 😛 Continue lendo “Spoiler, esse mal digital… (Spoiler is a bitch)”

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Lost: What WE Died for…

Ok, não é que eu não tenha gostado do episódio, porque eu gostei, e muito. Mas há alguma coisa a cerca de expectativas geradas, e que são inevitáveis, que não me pegaram de surpresa no Across the Sea tamanha a polêmica que o episódio gerou, mas talvez tenha me pego no What they died for. Segundo o Marcelo, meu marido (que alias, não gostou de Across the Sea embora não admita que foi pelo motivos que apregoei aqui… e aparentemente não deu pulos na cadeira vendo What they died for) a resposta para a pergunta : Porque eles morreram? É simplesmente por nada. Continue lendo “Lost: What WE Died for…”