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A season finale de House

Help me. O título do episódio é uma frase que poderia ser dita por qualquer um no episódio, e é um mote recorrente em House. Help me. Nas entrelinhas, eu leio esse pedido desde o começo da série, e por isso, ao contrário de uns e outros, a 6a temporada, que admito não ter sido nem de longe a melhor, também não me soou a desastre e desgaste da fórmula. Apenas o prosseguimento natural de uma linha que começou 6 anos atrás.

Que linha? Que fórmula? Ok, falemos de House. A série tem como temática central procedimentos médicos. Em teoria, a mesma linha de ER, Grey’s anatomy, Mercy e tantas outras séries que já vieram e foram na telinha. Mas House é, e sempre foi, totalmente diferente. Fora dos padrões convencionais de séries com essa temática, House aposta na angústia e no drama pessoal, (quase nada) não só dos pacientes, mas (em especial) também do personagem título, Gregory House. Continue lendo “A season finale de House”

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Lendo… (1)

Essa será uma série de posts sucintos, para dizer o que estou lendo. Desde que fiquei doente, e concentração e visão foram afetados, ler deixou de ser algo que eu fazia de forma orgânica.  Já tem algum tempo que estou me forçando a pegar livros e ler, e insistir até compreender e gostar novamente. Mas quero fazer isso de forma sistemática, e talvez ao postar aqui o que estou lendo, eu me obrigue a isso.

Para primeiro post, porque eu subverto e teimo, e pra mim um assunto só morre quando eu não tenho mais nada a dizer e a aproveitar sobre ele, estou lendo “A Filosofia de LOST” de Simone Regazzoni.

A filosofia de Lost
A filosofia de Lost

A série mais assistida dos últimos tempos, Lost revolucionou a narrativa na tevê ao contar a saga dos sobreviventes da queda do voo Oceanic 815 em uma misteriosa ilha do Pacífico. Os conflitos, as histórias e as reviravoltas decorrentes desse acidente conquistaram uma legião de fãs. Mas o que teria a filosofia a dizer sobre o programa mais comentado na atualidade?

(Sinopse da Livraria Saraiva) Continue lendo “Lendo… (1)”

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Lost e o Realismo Fantástico (pra quem não gostou de LOST)

Já deu? Chega de Lost? Bom, há controvérsias. Ao responder em alguns blogs que falaram do fim de Lost, eu ainda estou recebendo ainda hoje, os novos comentários que esses posts receberam, e notei uma coisa: num primeiro momento era um embate equilibrado sobre quem gostou e quem não gostou, agora, parece que é um assunto em pauta apenas pra quem não gostou.

A idéia é que quem gostou já absorveu isso em suas vidas e tocou em frente, de forma análoga aos personagens da série. Quem não gostou ainda está remoendo a história do fim. E o protesto é sempre o mesmo: Não respondeu às perguntas e foi um final novela das 8.  Aí eu peço desculpa pela prepotência: Vocês não entenderam nada!  Não é o fato de ter gostado ou deixado de gostar que me diz que vocês não entenderam. Gostar é uma questão de escolha pessoal e pronto. Tem gente que gosta de jiló, tem gente que não.

A questão é que os motivos de vocês não terem gostado remetem ao fato de vocês terem comprado gato por lebre. Lost não é um livro de Ágata Christie, está muito mais pra um de Gabriel Garcia Marques… Continue lendo “Lost e o Realismo Fantástico (pra quem não gostou de LOST)”

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Lost Without Lost

Somos os orfãos de LOST. Com o fim da saga de 6 anos perdidos em uma ilha, com todas as metáforas, algumas escancaradas e outras nem tanto, que estar perdido em uma ilha carregava, acabou-se uma era na televisão mundial, algo que se compara, eu acho, ao fim de Arquivo X (com o detalhe de quando arquivo X acabou, ele já tinha acabado há muito tempo, se arrastando moribundo em nossa televisão… Já Lost acabou quando devia acabar, por mais triste que admitir isso seja!).

Eu confesso que assisto muita TV. Com a possibilidade de baixar episódios online e com o recurso de gravá-los na minha TV, qualquer coisa que me prenda minimamente a atenção, merece espaço em um dos meus HDs (o do computador ou o da TV).Mas confesso também que agora tudo tem um gosto meio amargo, ou insosso: não é LOST. Continue lendo “Lost Without Lost”

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Lost: O Fim e o Arrebatamento

Muito já foi dito, então não espero trazer alguma consideração revolucionária. Espero apenas desabafar. O problema do arrebatamento é que ele enche o seu peito, e é preciso dividir isso de alguma forma pra que faça sentido. O fim de Lost foi arrebatamento. Não foi explicação ou ausência dela: Como o Windblow disse coberto de propriedade, foi um episódio para ser sentido, e não para ser entendido. E qualquer consideração a parte, ele cumpriu esse papel. Então vamos às considerações…

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Lost: What WE Died for…

Ok, não é que eu não tenha gostado do episódio, porque eu gostei, e muito. Mas há alguma coisa a cerca de expectativas geradas, e que são inevitáveis, que não me pegaram de surpresa no Across the Sea tamanha a polêmica que o episódio gerou, mas talvez tenha me pego no What they died for. Segundo o Marcelo, meu marido (que alias, não gostou de Across the Sea embora não admita que foi pelo motivos que apregoei aqui… e aparentemente não deu pulos na cadeira vendo What they died for) a resposta para a pergunta : Porque eles morreram? É simplesmente por nada. Continue lendo “Lost: What WE Died for…”

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Lost Across the Sea and across the meaning…

Semana passada tive que fugir do Twitter por umas 24 horas: era spoiller de Lost pra tudo quanto é lado e eu, vergonhosamente, assisto pela AXN, então, com uma semana de diferença dos amigos Lostmaníacos que baixam o episódio pela internet. Mas antes de fugir, não pude deixar de ler, ainda que de passagem, os ferozes comentários xingando o episódio 6X15 Across the Sea. E por mais que, por um lado, eu tenha a minha opinião independente da opinião alheia, e também por mais que eu tenhas as minhas expectativas em níveis mais realistas que uns e outros com relação a séries televisivas, não pude deixar de me influenciar, mesmo que só um pouquinho, por aquela enxurrada de protesto: assisti o episódio ontem com um pé atrás. Continue lendo “Lost Across the Sea and across the meaning…”