poesia

Ansiedade

Consigo sentir o coração no peito
tum tum tum marcando a constância do ser
e a consciência dele é como um peso
como se agora eu precisasse fazê-lo bater
Consigo sentir o ar que entra no peito
e como a cada fôlego ele fica rarefeito.
e a vista turva, os olhos cansados,
os músculos tensos, e todos os vazios desvendados.

Consigo perceber o estômago distendido
de tudo aquilo que achamos que vai no completar
e todas as ínfimas sensações que congelam o tempo
– presa em mim mesma – não se iluda, não vai passar.

Um dia. Outro. Vários.
Incontáveis esqueletos em meu armário.
nas gavetas, as notas promissórias
de tudo aquilo que nunca vou cobrar…

Mortos, Feridos, Sobreviventes
Eu, meu próprio campo de batalha
E a cada vez, um remédio mais forte
esconde essas imagens sob a mortalha

Nunca estive tão bem
Nunca estive tão longe
Nunca estive tão alta
Nunca estive tão gente.

Mas nunca estive.

E não se compara o nada com o próprio nada.

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