Palavra que cura · Paradigmas e comportamentos

Feliz Aniversário, Pai.

Hoje meu pai faz 79 anos, só que ele não está mais aqui para fazer coisa alguma.

Eu sempre me assustava quando me dava conta do número de anos que ele acumulava, porque ele demorou a caber na idade que ele tinha. Era uma roupa apertada, a idade, em uma alma grande. Ao menos pra mim, ele tinha sido um rapaz por muito tempo antes de envelhecer.  Continue lendo “Feliz Aniversário, Pai.”

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Pensamentos Aleatórios

A filosofia psicodélica e a cura do sofrimento psíquico. (Ou eu viajo pra carai…)

Eu tenho recorrentes sensações de ter perdido o trem da história. Coisas que pensei e fiz e não investi em, e de repente, eu vejo pensado e feito por alguém. Não entenda errado, não é ´“ó, roubaram de mim’ nem nada bobo desse tipo. Não acredito nem por um segundo que a idéia original foi minha ou que feito por mim teria algum tipo de diferencial. E também não é nenhum tipo (o que não seria totalmente surpreendente, mas só não é!) de auto depreciação, muito pelo contrário. Continue lendo “A filosofia psicodélica e a cura do sofrimento psíquico. (Ou eu viajo pra carai…)”

Pensamentos Aleatórios

Você É Interessante?

O texto,ruim, aparentemente tentando desconstruir o alternativo e o equivalente à juventude transviada (lava roupa todo dia…. que agonia! Não? Música errada? Desculpa aí…) dos dias atuais (Milêniuns e sua suposta herança da terra devastada… Já falamos sobre isso!) pergunta o que te faz interessante. Cita o beck, a roupa, o brechó, a festa, o vinho vagabundo, os filmes fora de circuito, o carro financiado, o batom vermelho…  E conclui, sei lá eu como (de lá, pra cá, Oi? Me perdi!) :

E ai, você é interessante? Se eu trombasse contigo saindo do médico, você seria interessante?

Longe da tua farsa, longe do showzinho organizado pela tua gangue, você é o que?

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Crônicas do Cotidiano

Gordofobia, a gente se vê por aqui…

Já que resolvi que ia virar post, segue um textão… 😛

Então, eu tenho tendência a engordar. Sempre tive.  Aos 17 anos, por cerca de 24 horas, eu tive meu peso dito ideal. Olhei no espelho e me achei esquelética e fui comer um bolo de chocolate.  Fora esse breve momento, eu fui falsa magra, acima do peso, obesa, e muito obesa.  Magra mesmo, nunca fui.

Meu formato de corpo inclui coxa grossa mas que nunca passa muito de X de diâmetro (estando eu normal ou obesa), estômago alto e barriga. Muita barriga. Zero de quadril que não fui dotada com essa parada ai não, ou melhor, não aparente. 3 filhos de parto normal garantem que pode não ser padrão mulher brasileira cinturinha e quadrilzão, mas tá lá… Continue lendo “Gordofobia, a gente se vê por aqui…”

Crônicas do Cotidiano

Para a minha mãe.

Mãe,

Falei com você agora no telefone, mas não sei se você falou Comigo. Não sei se você sabe com quem falou, se se lembra de mim quando eu não estou na sua frente (ou mesmo quando estou), ou se sequer se lembra que falou ao telefone.

Tentei não encompridar a conversa, porque a gente tem esse medo imenso de você se lembrar. Se lembrar que não é mais quem foi, se lembrar que sente de fato saudade, se lembrar que o pai não está ai para te encher de flores pelo dia das mães.  Só disse que te amava, estava com saudades e te mandei um beijo.  Liguei mais por mim, eu sei.  Continue lendo “Para a minha mãe.”

poesia

A tristeza nova do Rei.

Escrevo porque a brisa é fresca
e atrás de nós só existem passos, sabia?
mas passo o dia desatando nós
pra abrir caixas de memórias vazias.

Mas elas estão cheias.
Mas como a roupa nova do rei, não tenho o que é preciso para vê-las.
E só lamento, pequeno luto pelas dores do mundo
que não são minhas. Eu não devia sentí-las.

Escrevo porque a brisa é fresca.
E porque eu não preciso de razão.
Apenas não preciso.
Lamento.