Crônicas do Cotidiano · Palavra que cura

Mindfulness

Você sempre morou dentro da sua própria cabeça, como quase todo mundo mais que você conhece. E a sua cabeça sempre foi esse ap de frente pra avenida mais movimentada do planeta. Você deu a chave da sua cabeça pra todos os seus amigos, e antes que você percebesse, pros seus inimigos também. Seu molho de chaves pendurado na maçaneta pelo lado de fora, como um Senhor dos Ventos cujo som você mal ouvia, abafado pelas vozes, pelo trânsito, pelo entra e sai de corpos eventualmente estranhos, raramente delicados, que percorriam sua cabeça em uma quinta feira qualquer. Apenas mais uma quinta. Continue lendo “Mindfulness”

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Sobre as propriedades infinitas do amor.

Não estou tendo um bom dia. Não importa muito a razão, mas apenas que não estou tendo um dia bom. E é um daqueles dias em que você está tambem tendo uma incrível dificuldade de dividir isso, querendo conter tudo dentro, torcendo muito pra não incomodar. Imaginando maneiras de ficar invisível pelas próximas horas ou dias se possivel for… Pensando seriamente se é possivel passar o dia dentro do baú da sua cama baú. Enfim… 
Ai eu vim pra casa e continuei assistindo Em Terapia, que em 2007 não vi sabe-se lá porque. S02 EP22 April 5a semana.
E ai de súbito os diálogos, tão próximos de mim, me lembraram uma conversa.
Atravessava-se uma avenida. Eu disse obrigada. desculpa. te devo mais essa. não sei como te pagar. Ou qualquer dessas coisas completamente inuteis. A resposta veio de bate pronto, que parafraseando pq muitos anos e o alemão que me ronda me impedem de quotar exatamente…
“impressionante como você trata o amor como commodities, liberalista do amor: eu te devo, você me deve, a gente se paga, uma hora acaba. É amor, Adriana. Ninguém deve nada. Não acaba. Mas se fizer questão pode pagar em cerveja”.

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Palavra que cura · Paradigmas e comportamentos

Feliz Aniversário, Pai.

Hoje meu pai faz 79 anos, só que ele não está mais aqui para fazer coisa alguma.

Eu sempre me assustava quando me dava conta do número de anos que ele acumulava, porque ele demorou a caber na idade que ele tinha. Era uma roupa apertada, a idade, em uma alma grande. Ao menos pra mim, ele tinha sido um rapaz por muito tempo antes de envelhecer.  Continue lendo “Feliz Aniversário, Pai.”

Pensamentos Aleatórios

A filosofia psicodélica e a cura do sofrimento psíquico. (Ou eu viajo pra carai…)

Eu tenho recorrentes sensações de ter perdido o trem da história. Coisas que pensei e fiz e não investi em, e de repente, eu vejo pensado e feito por alguém. Não entenda errado, não é ´“ó, roubaram de mim’ nem nada bobo desse tipo. Não acredito nem por um segundo que a idéia original foi minha ou que feito por mim teria algum tipo de diferencial. E também não é nenhum tipo (o que não seria totalmente surpreendente, mas só não é!) de auto depreciação, muito pelo contrário. Continue lendo “A filosofia psicodélica e a cura do sofrimento psíquico. (Ou eu viajo pra carai…)”

Pensamentos Aleatórios

Você É Interessante?

O texto,ruim, aparentemente tentando desconstruir o alternativo e o equivalente à juventude transviada (lava roupa todo dia…. que agonia! Não? Música errada? Desculpa aí…) dos dias atuais (Milêniuns e sua suposta herança da terra devastada… Já falamos sobre isso!) pergunta o que te faz interessante. Cita o beck, a roupa, o brechó, a festa, o vinho vagabundo, os filmes fora de circuito, o carro financiado, o batom vermelho…  E conclui, sei lá eu como (de lá, pra cá, Oi? Me perdi!) :

E ai, você é interessante? Se eu trombasse contigo saindo do médico, você seria interessante?

Longe da tua farsa, longe do showzinho organizado pela tua gangue, você é o que?

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