Pensamentos Aleatórios

Plante a Semente

Jason Silva, falando sobre amor e melancolia, citando A. Camus e R. Barthes, diz que no momento em que acontece o avassalador arrebatamento, ele já é passado e memória.  O luto da perda do instante, da cena, do instantâneo episódio que te preenche a alma.

Essa semana, meu tema foi o dilema do ansioso num mundo onde não sabemos para onde vamos. A incapacidade física de aproveitar o caminho, fardo de quem precisa do controle sobre o momento que virá na sequência, mas eu não sei pra onde estou indo, ou porque. Logo tudo  é sobre  o caminho, e eu não consigo focar nele Continue lendo “Plante a Semente”

Pensamentos Aleatórios

Porque não podia ser só um post…

Conheço muito pouca coisa que banho de chuva não lave, que cerveja não dilua, que amizade não aplaque. #sougrata
E a gente segue tentando.  Tentando conviver com esses tempos incertos, com essa idéia de que falta pra onde e pra quê.
Nesse meio tempo, que não nos falte chuva.
Que não nos falte cerveja.
E acima de tudo, que não nos falte amigos.

PS: Barão do Flamengo não é igual a Flamengo.
Just Saying.

Crônicas do Cotidiano

Para quem te deu o primeiro batom

Recebi uma propaganda de loja de cosméticos: Frete grátis para quem te deu o primeiro batom.

5 segundos de pausa, mergulho lá dentro e tento me lembrar qual foi meu primeiro batom. Não sei. Devo ter roubado da minha irmã, ou sei lá, não é de se causar muito espanto que eu não lembre.  Não é assim que funciona a minha memória.  Continue lendo “Para quem te deu o primeiro batom”

Pensamentos Aleatórios

Sobre amor e egoísmo

Tentei escrever alguma coisa sobre essa dor que não mora em mim. E que era maior que todas as outras que eu já tinha sentido…  Esse olhar que parece tão impotente, essa mão esticada na sua direção.  Faltou palavras. Apertou o peito. Versos desencontrados. E silêncio.

Tudo é sobre nós. Mesmo quando é sobre o que está sobre o outro e dói em nós. Amar o outro é tão egoísta, mas tão egoísta, que a dor do outro vai doer muito mais em nós.

 

Crônicas do Cotidiano · Pensamentos Aleatórios

Domingo

Domingo dobrado, vestida com as roupas e as armas de Jorge. Tomo café com leite que tem gosto de café de criança que mamãe fazia. O vizinho está animado e toca sambas no último volume, que nem a gente no carro, colocando a cabeça pra fora e gritando as músicas… Lembra pai?
Eu, que não tenho memórias, lembro.
Falta muito? Já estamos chegando.
Salve Jorge.
E sei lá de onde, olha pela gente pai, e não deixa ninguém ficar na aba do nosso chapéu.