Reminiscências

Você não sente, nem vê…

E sem saber, ele foi o meu tema por toda esse mês que hoje acaba.  “No presente a mente, o corpo é diferente, E o passado é uma roupa que não nos serve mais”. A gente sabia pra onde estava indo, e de repente, não sabe mais, porque é uma roupa que não nos cabe. Mas como viver sem propósito? Como chegar se não sabemos pra onde ir?

Em tempos secos, vai-se Belchior que nunca esteve tão atual como hoje…
Que em maio, possamos todos, plantar as sementes.
Que em maio possamos todos, rejuvenescer. Continue lendo “Você não sente, nem vê…”

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Reminiscências

Sobre perdas e dores.

Meu pai morreu fazem 6 meses hoje. É tanto sofrimento condensado dentro da gente, que parece que fazem 6 anos. Ou 6 dias. Eu não sei ao certo. Dói sempre como se fosse agora, mas há uma eternidade em tempo de correntes se arrastando desde do dia que eu recebi a notícia.

Lembrei dele hoje. Como lembro todos os dias. Mas não lembrei que faziam 6 meses. Esses dias pra trás andei especialmente triste. A gente tinha adotado um bichinho silvestre em necessidade que nos ajudou a passar pelo primeiro natal sem o pai, um canal de amor, sabe? E fiquei sabendo que ele havia morrido. Soube depois, bem depois, poque eu sou esse mar de instabilidade ambulante, que tem 6 meses que não sabe onde fica o chão, ou o teto, como mergulhador de caverna, se guiando por instinto, torcendo pra ter calculado certo o ar… E ai ninguém quis me contar.  Entendo. Eu não queria ser o portador de más notícias pra quem chora sem motivo aparente a cada um passo ou dois, e fica olhando perdido pra frente, e passa cada dia esperando pelo próximo chegar.  Bem entendo. Continue lendo “Sobre perdas e dores.”

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A igreja da Vila (Memento)

Entendo que a letra que a mãe cantava de Camponesa é BEM diferente da canção original. Isso eu entendo. E gosto mais da letra da mamãe que é menos pretensiosa, eu acho. Talvez tivesse mais estrofes também, mas a que ficou na memória é um apanhando de várias da original só que eu acho mais bonitinha…  Mas como assim não encontrei a igreja da Vila na Internet?  Como assim?  Mamãe cantava pra gente e eu cantava pras crianças. Letícia até hoje, burra velha ( ❤ ) me pede pra cantar… e agora eu

A igreja da vila é branca, bonita, serena, singela da cor de marfim
A igreja da vila, tem sinos de ouro tem.  
Tem padre menino, que nem 20 anos tem. 
Tem anjos divinos, que cantam no coro, tem. 

E o resto, meu deus? E o resto?!

* PS: só para registro, a letra de Camponesa da mamãe é:
Cantando ao longo do caminho, com seu cestinho a transbordar
A camponesa diligente recolhe frutas no pomar
A bela camponesa, com sua singeleza,
seus olhos tem as cores das violetas e outras flores que no campo encontrarás

A letra que eu achei da música portuguesa pode ser vista aqui.

Crônicas do Cotidiano · Pensamentos Aleatórios · poesia · Reminiscências

Ressaca

Vem em ondas. Mesmo nos dias bons.
Mesmo nas águas paradas dos dias bons as pequenas ondulações que crescem em espiral, e antes que se perceba, todo o mar ondula também.
De ressaca.
De vida, de amor, de fé.
De ressaca.
E mesmo as alegrias, as certezas e o amor tem essa característica, de caldo, caixote, tombo. Água salgada e areia nos olhos, na boca, nariz.

Vem em ondas. Em sustos. Em memórias. Em sinapses.
Em certezas desfeitas.
Em incertezas constantes.
Em ondas.

E nunca mais seremos os mesmos outra vez.

Pensamentos Aleatórios · Reminiscências

sobre Reencontros e sobre Abraços

Esse era para ter sido um texto sobre reencontros, sobre o reatar de laços do ponto onde eles foram pela vida desfeitos e em como esse foi o ano do reencontro.  Amizades soltas no mundo, de mais de década até um quarto de século atrás, que foram achando seus caminhos de volta para a minha vida e assumindo papeis importantes nesse cenário de outro reencontro vital: o meu comigo mesma.

Mas enquanto eu escrevia, texto que per si  ganha vida, ele se tornou uma pequena elegia do poder curativo de um abraço. Continue lendo “sobre Reencontros e sobre Abraços”

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When the Fog rolls Out

Eu sei (ou acho) que eu devia estar ouvindo Daughtry… Estou ouvindo Train no lugar. Não me entenda mal, nenhuma recaída, nenhum arrependimento pontual, nenhum tango argentino de nenhum tipo (que alias, não tango, mas drama mexicano, tão trash que fica bom, é a vibe desse CD do train. Divertido no geral! 50 ways to say goodbye é o suprasumo do passivo agressivo, só pra constar, e me faz chorar de rir! Mas eu estou – culpada! –  no When the fogs rolls in no repeat, ). É só que há um certo luto a se completar. Continue lendo “When the Fog rolls Out”