Crônicas do Cotidiano

Para a minha mãe.

Mãe,

Falei com você agora no telefone, mas não sei se você falou Comigo. Não sei se você sabe com quem falou, se se lembra de mim quando eu não estou na sua frente (ou mesmo quando estou), ou se sequer se lembra que falou ao telefone.

Tentei não encompridar a conversa, porque a gente tem esse medo imenso de você se lembrar. Se lembrar que não é mais quem foi, se lembrar que sente de fato saudade, se lembrar que o pai não está ai para te encher de flores pelo dia das mães.  Só disse que te amava, estava com saudades e te mandei um beijo.  Liguei mais por mim, eu sei.  Continue lendo “Para a minha mãe.”

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poesia

A tristeza nova do Rei.

Escrevo porque a brisa é fresca
e atrás de nós só existem passos, sabia?
mas passo o dia desatando nós
pra abrir caixas de memórias vazias.

Mas elas estão cheias.
Mas como a roupa nova do rei, não tenho o que é preciso para vê-las.
E só lamento, pequeno luto pelas dores do mundo
que não são minhas. Eu não devia sentí-las.

Escrevo porque a brisa é fresca.
E porque eu não preciso de razão.
Apenas não preciso.
Lamento.

 

Reminiscências

Você não sente, nem vê…

E sem saber, ele foi o meu tema por toda esse mês que hoje acaba.  “No presente a mente, o corpo é diferente, E o passado é uma roupa que não nos serve mais”. A gente sabia pra onde estava indo, e de repente, não sabe mais, porque é uma roupa que não nos cabe. Mas como viver sem propósito? Como chegar se não sabemos pra onde ir?

Em tempos secos, vai-se Belchior que nunca esteve tão atual como hoje…
Que em maio, possamos todos, plantar as sementes.
Que em maio possamos todos, rejuvenescer. Continue lendo “Você não sente, nem vê…”

Pensamentos Aleatórios

Plante a Semente

Jason Silva, falando sobre amor e melancolia, citando A. Camus e R. Barthes, diz que no momento em que acontece o avassalador arrebatamento, ele já é passado e memória.  O luto da perda do instante, da cena, do instantâneo episódio que te preenche a alma.

Essa semana, meu tema foi o dilema do ansioso num mundo onde não sabemos para onde vamos. A incapacidade física de aproveitar o caminho, fardo de quem precisa do controle sobre o momento que virá na sequência, mas eu não sei pra onde estou indo, ou porque. Logo tudo  é sobre  o caminho, e eu não consigo focar nele Continue lendo “Plante a Semente”

Pensamentos Aleatórios

Porque não podia ser só um post…

Conheço muito pouca coisa que banho de chuva não lave, que cerveja não dilua, que amizade não aplaque. #sougrata
E a gente segue tentando.  Tentando conviver com esses tempos incertos, com essa idéia de que falta pra onde e pra quê.
Nesse meio tempo, que não nos falte chuva.
Que não nos falte cerveja.
E acima de tudo, que não nos falte amigos.

PS: Barão do Flamengo não é igual a Flamengo.
Just Saying.