poesia

Eu sou uma pessoa de muitas querências. Querer é um verbo que me perpassa, muitas vezes me define. Mas apenas quero, não invejo.

Eu não tenho inveja de quem tem dinheiro.
Eu não tenho inveja de quem tem posses.
Eu não tenho inveja sequer de quem está apaixonado.
Eu não tenho inveja de quem tem bom senso, lucidez, ou se mistura no fluxo da normalidade.


Eu não tenho inveja de quem tem paciência, tranquilidade, segurança.
Eu não tenho inveja de quem faz amigos fácil, se relaciona com estranhos, gosta de gente.
Eu não tenho inveja de nada. Absolutamente nada, exceto uma. Grande, que me consome, me mastiga por dentro todos os dias. Cria ao meu redor esses muros intransponíveis, e cujo eco provoca avalanches que me soterram mal o dia iniciou.

eu tenho inveja, profunda e avassaladora inveja, de quem tem fé.

“Não sinta ciumes de sua irmã.
saiba que diamantes e rosas
são tão desconfortáveis quando saem dos lábios de alguém quanto sapos e rãs:
mais frios, também, e mais pontiagudos e cortantes.

Lembre-se do seu nome.
Não perca a esperança – o que você procura será encontrado.
Confie nos fantasmas. Confie naqueles que você ajudou vão ajuda-lo por sua vez.
Confie em seus sonhos.
Confie em seu coração, e confie na sua história.” (Neil Gaiman)

 

 

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