Lutando para não ser irrelevante (A ‘sustentável’ Leveza do Ser)

Se reinventar é um processo. Não acontece da noite pro dia. Assim como nada muda de fato da noite do dia 31 de dezembro pra 1 de Janeiro…

Se reinventar, e reinventar seu ano, é trabalho diário. É evitar o que te faz mal só por hoje. É enfrentar quem te faz mal. Só por hoje. É ir um passo mais longe, um de cada vez.

Se reinventar é o processo mais individual e intimista que você irá participar, e ainda assim, impossível sem o coletivo. Sem essa rede que te sustenta, esse braço que te ergue quando você cai, porque acredite, você vai cair. E não há mal nenhum nisso, contanto que você continue se levantando.

Termino esse ano mais leve. Bem mais leve. Com a mesma bagagem, mas boa parte já despachada: eu não preciso ficar arrastando-a atrás de mim. Termino o ano absurdamente mais leve. Literal e simbolicamente. 2013 foi ano de leveza pra mim, depois que paredes ruíram e estrelas caíram no que parece ter sido uma vida inteira atrás.

A música HeavyWeight – uma dessa músicas que me foram extremamente necessárias em dado momento da minha vida – , de uma das minhas bandas favorita – Our Lady Peace –  diz :

When all these walls come down
They’ll shake us
We fight not to be
Not to be weightless
When all these stars hit ground
They’ll wake us
We fight not to be
Not to be weightless

Em inglês, Weightless pode ser leve. Mas também pode ser sem importância, irrelevante… Pra mim, nesse momento, as traduções não poderiam ser mais opostas. E justamente por ser assim, tão opostas,  é que essa música diz tanto pra mim.

Não desejo nada para você nessa virada de ano. Talvez boa companhia. Boa comida. Boa bebida. Mas nada nesse dia marcará o que será seu próximo ano. Meu desejo é a longo prazo, é pra sua vida: plena, farta, feliz. E continuamente reinventada ao teu bel prazer. E que seja um ano Leve. Mais um – ou o primeiro – de muitos.

Então… nesses dias de perdas de peso e pernas quebradas em múltiplos pontos, essa foi a música que tocou mais de uma vez pra mim no random essa manhã. E eu sou do tipo que não sai por ai desmerecendo sinais a despeito de acreditar ou não neles. Vai que?

Para 2014 desejo pra você o mesmo que desejo pra mim. Desejo, se possível for, menos dor e mais leveza, transformação constante de mil metamorfoses ambulantes, reinvenção nem que seja por diletantismo e diversão, a presença de quem me ama mais do que a presença de quem eu amo, e a fartura mais do que me faz bem do que a do que eu desejo que me faça bem. Que sejamos leves, muito leves, mas nunca sem importância. E presta atenção, não para os outros, mas para mim. Que eu – e por conseguinte você para você –  seja sempre leve e importante, para mim mesma. Porque o tempo do oposto disso, é passado.

Feliz ano novo.

Um comentário sobre “Lutando para não ser irrelevante (A ‘sustentável’ Leveza do Ser)

  1. sem querer parei no seu blog…
    vc escreve muito bem, seus textos são realmente bons…

    vou ler outros…

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