Cotidiano

No dos outros…

Boa noite. Chegando em casa. Dia de Mariska tem várias particularidades.
A primeira é que há menos tempo e menos oportunidades físicas pra postar comentários aleatórios; eles não deixam de existir entretanto, mas formam soluços e espasmos que são gerenciados de outras formas…
A segunda é que eu QUASE não me sinto culpada por não malhar: é um tal de subir e descer escadas e percorrer largos e longos corredores, que há de valer alguma coisa, nem que seja me enganar.
Depois que o Rio de Janeiro é grande, e cabem muitas realidades. A realidade da Zona Oeste com certeza é uma delas. Outra (realidade) é um adjetivo apropriado para descreve-la. E essa auteridade depois de algum tempo é tratada com um certo respeito, uma certa deferência e uma certa compreensão. No meu mundinho “grajauzence” de visitas diárias ao centro, frequentes a tijuca, comuns na zona sul e que há um ano atrás (notem, meu tempo de volta ao Rio não completou um ano ainda. Quase, mas não ainda!) vivia no interior de outro estado, não tenho problema nenhum em confessar que já houve muito estranhamento dos trejeitos culturais e idiossincrasias do real de Bangu. Hoje muito do juízo de valor se dispersou, e há a compreensão que se trata de outros padrões. Eu posso não concordar com a mentalidade, mas não rola mais o “como assim?”.
Por fim, é sempre a história do cada um com seu cada um… Sempre tem uma história complicada, dores que – de novo, excluindo todo e qualquer juízo de valor ou mesmo sensação de estranhamento – nos tocam, mas de alguma forma, a gente respira aliviado que não sejam as nossas : nos sentimos fracos demais para protagoniza-las. Isoladamente elas não vem ao caso, no contexto, a gente sempre relativiza nossas dores e nossos problemas. Há sempre alguém lá fora com ‘problemas de verdade’ e por de verdade, entenda problemas que parecem maiores que os nossos. Mas bicho, cada um com seu cada um. Eu sempre volto do trabalho nesses dias com uma leve saudade dos problemas alheios: primeiro pq dos nossos não temos escapatória, segundo porque não rola a sensação de utilidade (só a de não se afogar…) e porque… no dos outros é refresco?  Nem… não sou tão cretina. Mas é só a coisa mesmo de termos com o problema alheio um certo distanciamento que nos permite até, as vezes, antever soluções, que podem não interessar ao dono do problema, mas isso é detalhe!  No nosso, é só esse constante e cansativo processo de vive-lo, apagando incêndios, um dia de cada vez…

PS: Tá certo, que até dr. Luiz Guilherme, que mal me conhece, já entendeu qual é meu calcanhar de aquiles… Foi mal, transparência é uma merda!

PS2: Todos os dedos  cruzados para não ter o pesadelo da Irineide. Juro que eu acordo e ligo pro infeliz do amigo que me contou! 🙂 Se eu não puder dormir mais, ninguém poderá, <risada malévola mal dada ao fundo>.

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