Navegar é preciso

Comecei um post no ônibus. Deu em nada. Titubeei, enrolei, não disse nada.  É que não me convenci nem que sim nem que não, muito pelo contrário só que não sei.

Fiquei pensando nesse abismo entre o que se diz e de fato se sente, e entre o que se sabe e o que se faz.

Fiquei pensando nas frases soltas , no quer isso ou aquilo, porque aquilo é o que há. E o que tem pra hoje sem ter.  Na sensação de leveza, do encosto que se vai, Eparrei meu pai.  Em contrapartida, no quão longo é o caminho de volta pra casa no taxi quase uma da manhã… De novo. E de novo. E mais uma vez.

E que no fundo é uma questão de disposição para o jogo que eu não quero jogar.  Nem em outras esferas eu mostro ter a paciência e o jogo de cintura necessários para estar no mundo, o que faz do meu quarto o lugar mais apavorante e mais acolhedor… Mas só tem um jeito, e é com a cara à  tapa, com o corpo na lida, e sempre que possível, com o copo na mão. Porque à seco  já deu.  Ou não.

Mas a vida segue, salvo o mundo que acaba. E estamos leves, fora esse peso que insistimos em carregar. E fácil? Fácil é para os fracos. Comigo é sempre tudo de complicado pra cima, o que faz de cada nó desfeito, um prazer muito maior.  Porque sou o poço de exagero para toda água que nele venha brotar… Toda água… de rio ou de mar.

 

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