” secret meeting in the basement of my brain”

Perdi meu sono noite que passou. E não foi sobre mim.

Ou foi. Reflexo, indireto, dessa luz (ironicamente) amarela das estrelas que explodem deixando pelo seu caminho mortos e feridos, mesmo que esses sejam só fantasmas do natal passado ou coisa assim.

Enquanto eu estava tendo reuniões secretas no porão da minha mente, coisas estavam acontecendo. Boas coisas. Coisas más. Apenas coisas.

Aniversário, nascimentos, mortes, casamentos, encontros e rompimentos,  nada mais que histórias, parte do ciclo natural de tudo que começa, de tudo que acaba.

E tudo está sob controle. O tênue controle de se estar vivo.

Eu, que sou só caos pulsante, reverberação de uma estrela que se apagou em estranho silêncio ou deixou de ser em ruidosa explosão, como todas mais, sou apenas parte dessa história coletiva que estamos a escrever.

Sem tantas certezas, sem tanto desprendimento, sem tanta coragem, sem tanta confiança, sem tantos planos estruturados ou contingências calculadas, mas com a mesma incomum certeza de que tudo vai ficar bem.

É que bem é pouco mais que  consciência súbita de que precisamos fazer as pazes com  idéia de que estamos de passagem, por aqui e uns pelos outros.  E que o único caminho possível, é o que se abre, todos os dias, à frente de nós.

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