Meu post de ação de graças… (para aqueles para os quais minha dívida é infinita)

Desde que esse ano começou eu já estive preocupada; genuinamente infeliz; deprimida; profundamente desesperada; assustada; melancólica; me sentindo injustiçada; com muita raiva; sentindo ódio; sentindo mágoa; perdida; sem o menor vestígio de esperança; desiludida; confusa… e muitos outros sentimentos que pelo bem de nossa sanidade não costumam habitar nossa alma simultaneamente. Mas a minha, habitaram.

No momento, a tônica é cansaço.  Não é um cansaço do corredor dos 100 metros a quem foi pedido o esforço hercúleo do record mundial para além dos limites do seu corpo, mas para quem, antes e depois, o descanso é possível.  Mas o cansaço do maratonista no fim da prova, nos segundos finais do percurso, para quem desistir seria por demais inglório, e ainda assim, o corpo fraqueja. Ou ainda o cansaço do equilibrista que está sendo testado até o limite de suas capacidades, que ele mesmo desconhecia. De súbito, são objetos demais; pesados demais; por tempo demais. E eles começam a cair. Ou pelo menos perdem a visível porém imaginária harmonia do equilibro perfeito que supostamente se espera daquele que agora vive de equilibrar o mundo sobre os ombros. Noite e dia. Dia e noite.

Mas hoje, assim tão repentino como tudo mais, olhando o que ontem era uma hemorragia, prenúncio de morte, desgraça, mal irreparável, mas hoje, era mea culpa que liberta e redime, era parte do processo de aprender e crescer, e o mundo, essa selva que há de nos engolir e que hoje inicia seu aviso prévio para o caso de resolver de fato acabar,  não parecia tão rude, não parecia ter tantas arestas, não parecia tão inabitável…

Talvez porque hoje era dia de Ação de Graças e eu – também – não tenho a ingratidão como um das minhas – muitas – fraquezas. Porque de todas as coisas, ingrata não hão de me chamar.  Talvez relapsa. Talvez enrolada. Definitivamente dramática. Muitas vezes auto-centrada… mas não ingrata.

Para cada sentimento negativo que esse ano moveu dentro de mim, me revirando do avesso do avesso do avesso, de alma desnuda, ferida aberta, nervos expostos e desconstruída no que eu compreendia como eu, há uma fila interminável de graças, de epifanias desveladas, de milagres providenciais e dívidas que nunca, ainda que pudéssemos viver para sempre, seriamos capazes de pagar.

Sim, eu estou cansada. E o delicado equilíbrio desse castelo de cartas, projeto do que um dia será minha vida, não provém sustento frente à ventania, assim como a alma as vezes sente como se fosse se quebrar sob o peso do mundo. E talvez se quebre.

Talvez seja muito pouco. Talvez seja muito tarde. Talvez haja no mundo mais talvez do que somos capazes de gerenciar.

Mas quando mais me faltou amor, eu fui amada.

E esse amor, como no princípio dos tempos, não pode ser contido em si. E numa grande explosão, deja vu de grandes eventos, criou-se o novo universo que hoje eu habito.  Porque o amor que um dia me criou, me reencontrou, me resgatou, me recriou.

Aos meus amigos, avatares dessa energia primordial que é a o amor, e é capaz de criar universos e mover mundos, eu sou grata.

O fui.

O sou.

E eternamente serei.

PS: É coldplay. Não gosto de coldplay… mas a vibe do dia é Yellow com Boyce Avenue.😛

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