Crônicas do Cotidiano

Domingo

Domingo é dia de melancolia quase reversa. Minha melancolia de bolso por assim dizer. Enquanto derreto e ainda nem é verão. Enquanto resisto a tudo que me vem fácil e muito me custa. Enquanto tento entender o que me trouxe aqui. Enquanto penso se há o que entender. Enquanto faço as pazes com meu deus não intervencionista que disse que se faça a luz mas não vai ao banco paga-la pra mim. Enquanto agradeço as ondas do universo por cada memória que forjei e cada que ainda vou forjar. Magicamente. Forjar.

Magia é só essa capacidade de fazer acontecer onde antes nada havia. E travada como estou, olha o quanto já aconteceu desde o dia que senti o nada me abraçar.
Domingo é dia desse sentimento difuso que não é nem tristeza nem alegria. É só a certeza das borboletas e das mariposas, dos fluxos, das teias de confluência, desse outro tipo de justiça auto-reguladora, e de que a unica coisa que me obriga a ser boa é o prazer de ser. Domingo é dia de duvidar por diletantismo e acreditar por amor e saltos de fé.

Um bom resto de domingo pra quem é de domingo. E especialmente pra quem não é.

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