A galinha, o boi e o pobre do cavalo (ou “filosofia de fim de expediente”)

Ah, importantíssimo… enquanto espero a febre de Lê abaixar (pq irá abaixar…), filosofemos um pouco. Porque tudo é livre inspiração pra não dizer plagio porque mais do que as idéias já estão no ar, elas já foram de fato pensadas antes de as pensarmos, mesmo quando não sabemos disso, eventualmente sabemos…  Enfim…

Eu repito incansavelmente que eu não queria estar em outro lugar. E não estaria. E não poderia estar. Etc. A música que o Franklin postou eras atrás e que vi (e me apaixonei) por mero acaso já que não compartilhamos assim propriamente do exato mesmo gosto musical então é mais provável eu clicar em links de texto que ele sugere do que em músicas, mas enfim, fui nessa, ela é meio que mantra pra mim em certas horas e muito apropriada não só pra minha visão de mundo como principalmente pra essa sensação de que o universo conspira (How did I get to here? A random chain of events. Or chemical and elements. Conspiring, divining) e te coloca onde você precisa estar, deve estar, etc… nem tudo é coisa boa, nem tudo é presente, mas estamos todos exatamente onde precisamos estar.  Já estive em muita roubada nessa vida. Já estive em lugares que não desejo pra você. Mas não é esse o caso agora. Graças às tais das luzes que me guiaram para casa. Outra música, outra história.

Seguindo daí eu estou onde deveria estar. Mas muito mais importante que isso, eu estou onde eu QUERO estar. Pela primeira vez em um bom tempo, isso não é mais ou menos, quase lá, é meio que…. é onde quero estar de fato. Quero mais que isso, mas isso não é um “na falta de tu”, degrau randômico de escada imaginária ou eu me contentando com… é simplesmente onde quero estar agora, construindo esse algo mais que eu quero pra amanhã onde pretendo estar construindo o algo mais que eu quero pra depois de amanhã… Estar em um lugar onde você olha em volta e acredita, é uma posição privilegiada. Me invejem, pobres mortais. Eu acredito no que estou fazendo. Na minha parcela de contribuição para o todo e no todo em si. Eu simplesmente acredito.

Discutíamos hoje a coisa de vestir a camisa. Vestir a camisa é meio que lugar comum. Como era: trabalhar pelo ganho?  E ai, vestir a camisa é muitas vezes só um jeito de sair bem na foto. E eu sou tudo menos fotogênica, então esquece, nunca tento sair bem na foto. Houve época que quis SAIR da foto. Hoje eu simplesmente estou lá. Pro que der. E vier. Até pra sair feia na foto. Estamos falando em mais do que fotos e em mais do que vestir a camisa, mas o que posso fazer se tudo à minha volta é simbólico e serve pra várias esferas da minha vida???  

Mas enfim, tem gente que veste a camisa pra sair bem na foto. Ou simplesmente com medo de destoar na foto, de ser o cara que não veste a camisa da empresa então é o primeiro na lista negra do chefe e … E aí que surgiu a tal da palavra, “PERTENCIMENTO” como mais do que fazer parte de. Fazer parte todo mundo quer. Fazer parte é inclusive um definidor da nossa natureza. É o que explica comportamento de grupo. É norte pra formação do caráter, da personalidade, do comportamento. PERTENCER é da ordem do desejo e da necessidade simultaneamente. É urgência. Mas pertencer não determinar o grau de envolvimento. O tal do pertencimento, esse pertencer com sentimento, mais, com comprometimento, é a palavra chave.

Quer pagar quanto? Diz o slogam. Pelo que acredito? Pago o preço que for necessário desde que pertença a esfera do preço que for possível. Se bem que já disse, gosto mesmo é do impossível, onde a concorrência é pouca e a gratificação é muita.

Então vestir a camisa já não basta. É preciso esse pertencimento.  Como era a história, Sandra? Bife a cavalo?  A galinha está envolvida, vestiu a camisa… ela deu seu ovo. Foda mesmo é o boi, que comprometido e envolto nesse sentimento de pertencimento, deu o sangue, deu a si…

E é por essas e por outras que eu não queria estar em outro lugar: porque lido com vida, com esse desejo de mudar o mundo  que perdeu esse caráter adolescente pra virar coisa de gente grande, e pode até ser tão utópico quanto, mas sei lá, a gente só vai saber se tentar…  Porque a gente acolhe (e insiste em dar carona), e acolhe com gosto (hoje foi entrega qse na porta, na porta, na porta, de uma ponta a outra desse rio de meu deus!), e tem vontade de bater no coleguinha (como assim café pra 10? COMO ASSIM????)  mas depois chora de rir (morto mas amado, né? E modesto, nunca se esqueça do morto, amado e modesto!), perde algumas horas discutindo sexo dos anjos (ou o que vem escrito no crachá…) e contando grão de areia (ou kits de enxoval) e vem filosofando no carro sobre pertencer  de fato ou só pertencer, e sobre bife à cavalo…

Embora a pergunta do dia seja do Matheus e ainda proceda: só não entendi o que o cavalo tem haver com a galinha e o boi… Coitado do pobre do cavalo!

 

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s