Será que vai chover? (ou “mudando de assunto”)

Dizem que trair e coçar é só começar… eu não saberia, não sou dada ao primeiro. Relações de confiança pra mim são totalmente sagradas…  Mas fato, coçar tem esse tom compulsivo, como na minha realidade é comer chocolate, falar ou escrever. O chocolate, minha única concessão fora café ao ligeiramente amargo, tem haver com químicas cerebrais. Falar e escrever com o que compreendo como parte dessa minha natureza verborrágica.

O que é curioso. Mesmo. Porque eu sei que falo demais. Em conteúdo e quantidade. Ainda assim, há (ou havia) algo de críptico no meu discurso. Uma palavra endereçada a poucos mas que pudesse ser lida por muitos. Algo que pudesse ser lido em diferentes contextos, mas  – e essa é a parte curiosa – cujo cerne, a verdadeira palavra, estivesse lá, pérola na ostra, eventualmente câncer na alma.  Eu sempre fui um ser de segredos. Segredos do outro, a eterna confidente, o ombro, a amiga que tudo ouve e nada julga (exceto quando o papel de amiga é o de julgar, dar bronca, sacudir, falar aí-aí-ai e empurrar pra vida!). Segredos meus. O que acontece em Vegas, pois é…

Fato.  Mas Vegas abriu portas e janelas, colocou outdoors com letras em neon, espalhou panfletos pra torcida do flamengo… Virei  quase novela, folhetim de acompanhamento coletivo, com torcida organizada, bolão de apostas, olhares curiosos.  Virei assunto público, sem criptografia alguma… Era transparente do que eu falava quando eu falava. E eu era o assunto. Todos falavam. Eu também falava. Mas meio que eu só segui o fluxo.  Foi necessário. Foi catártico. Abrir a ostra, limpar a pérola… Mas aparentemente já deu. Hora de conter o fluxo, redirecionar energia, mudar a esquema das entradas e saídas da alma. Mas isso não cala a verborragia.  Nunca calou.

Então se eu não vou falar de mim, precisamos de outro assunto. Outro mais interessante que eu. Mais construtor de mudanças. Mais potencialmente liberador. Precisamos falar de algo do qual valha a pena se falar… Hum…

Dizem que trair e coçar é só começar. Pra mim, é coçar e falar…  Mas ultimamente eu ando meio samba de uma nota só… Ou duas. E meus dois assuntos já começaram a ficar muito repetitivos pra mim mesma, que dirá pra vocês.  E aí, vamos falar do tempo?

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