Reflexões sobre o corpo materno

Na verdade foi um comentário no Facebook sobre um texto lido. Ficou grande, mas postei lá assim mesmo.  Achei que seria legal um registro mais fixo do quanto achei o texto interessante, e do que penso a respeito… E isso é bem legal porque está vindo num momento de literalmente reconstrução do ego, do amor próprio e da minha propria relação comigo mesma, como sou (agora) por dentro, como sou (agora) por fora…

 

O Texto:  O corpo da mãe

 

O Comentário:  Muito legal o texto… Essa é uma cobrança geral. Ao corpo humano, que vem em todas as formas e tamanhos, nem sempre obediente à ordem do desejo de ter o peso X, ou o peso X-Y… e pior, a forma TAL e não QUAL… Dentro desse universo, ao corpo feminino, duplamente cobrado, a quem se estabelece patamares irreais de Barbie (que se existisse, teria muita dificuldade de andar com aquela cintura minúscula contornada por aquela bundona e peitões enormes!) e modelos eventualmente anorexicas… E dentro desse universo, com ainda mais indiferença, o corpo da mulher que já pariu….

Lembro que com meu 1o filho recém-parido, amigos, cheios de amor e só amor e muito amor, listavam celebridades igualmente com filhos recém-nascidos e já em forma, sem entender a violência imbutida nesse discurso. Levou pra mim um ano pra voltar ao mesmo peso, nunca à mesma forma. Depois foram mais 2 filhos. E meio que dei “sorte” se eu fosse cair nesse discurso absolutamente cruel e irreal sobre o corpo feminino… 3 partos normais então sem cicatriz, só estrias claras, sem vasos estourados, resumindo a só – e nunca na cobrança qualquer coisa é só – a uma questão de forma, e peso… Tudo isso em intervalos interiores a 4 anos, e sem o despreendimento (ou mesmo o interesse, a preocupação) pra gastar comigo mesma tendo que gastar com crianças… Já ouvi coisas azedas sobre minha forma física, pré ou pós hipertireoidismo que me rendeu vários kilos a menos, vários kilos a mais, vários kilos a menos, segue daí… Algumas ditas de maldade mesmo. Outras cheias desse amor torto que não se enxerga como torto. E olhares estranhos quando eu dizia “mas peraí, eu tive 3 filhos!!!” como se fosse só desculpa. Foi mal, aos 18 anos eu tive o corpo que eu queria, e o controle de molda-lo era não total, mas viável, mas chegar a ele me custou muito quando eu tinha 10 e a mesma cobrança. Depois do 1o filho, o corpo passou a obedecer a outra lógica, outro contexto, outra história. Mas enfim, muito legal o texto…

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