Das revelações

O olho é cego ou a língua é torpe
a  palavra é doce , a intenção é vil
a alma é fria, o coração vazio
e tudo que espera, o  amor servil

O olho é cego ou a língua é torpe
e em mim não deita nenhum alento
Nenhuma fé  no que já fui um dia
e se desfez, se dissipou ao vento

O olho é cego  ou a língua é torpe
a verdade é arma, a mentira também
À  ti, tudo. À mim, nada
e agora discursas para ninguém

O olho é cego ou a língua é torpe
e no que me consta, já não me importo
é no amanhã que meus olhos miram
é neste nó que me atenho e corto

O olho é cego mas não é meu
a língua é torpe mas já não ouço
Acima, tudo que eu “poderei” ter sido
Abaixo a  queda, o passado, o poço

Vejo o  olho cego, sinto a língua torpe
Descortina-se a luz no escuro
já foi minha dor que dói só por lembrança
E à minha frente, o tudo, o futuro.

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