Dos atestados de insanidade…

É muito triste quando a gente se descobre incompetente. Para qualquer coisa, umas mais do que outras… De repente todo aquele ímpeto, aquela sensação de plenitude de poder qualquer coisa, aquele desejo de vencer qualquer obstáculo que nos faz sentir grande, completo e capaz, some… e no lugar, um vazio de braços abertos.

As vezes deveria ser dado o direito de desistências honrosas, mas não há honra em desistir. Ao desistente, nada sobra. Ninguém se compadece daquele que desiste, do que abandona, se acovarda. Não importa por quanto tempo ele tenha tentado colocar o objeto quadrado no receptáculo redondo do jogo de encaixe que é nossa vida. Ou o quanto ele tenha se esforçado com o último suspiro de suas forças até que força alguma reste. Ele vai ser sempre o que não cruzou a linha de chegada. Nem em primeiro, nem em último: simplesmente não a cruzou.

Então a gente insiste, se reinventa, tenta mais uma vez… E em dada hora, se encerram as possibilidades. Todos os caminhos devidamente trilhados e impossibilitados da utópica desistência honrosa, assinamos nosso atestado de insanidade.

Não há maior sinal de loucura do que fazer uma coisa repetidamente e esperar a cada vez um resultado diferente.
(Einstein)

E ainda assim, sei lá eu porque, continuamos tentando…

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3 comentários sobre “Dos atestados de insanidade…

  1. Tryyyyyyyyy, Just a little bit harder… Tryyyyy oh yeah,just a little bit harder… Tu me fez lembrar a Janis, rs! Se ser insano é ter tentado várias e várias vezes sem conseguir nada, quero ser o doydo mais loko do mundo; e das máximas do Einstein, eçça aí é uma das poucas que não concordo totalmente, pq às vezes, é só questão de “amaciar”, de deixar “curtir” o couro da ignorância aparente…

    Grande abraço e parabéns, tu é 10!

    1. Então, porque a gente sempre pode tentar a little bit harder, e tem as amaciadas e as brechas não vistas que a gente continua tentando, na expectativa de uma hora a coisa finalmente vingar…
      Mas vale lembrar que isso não invalida a frase do Einstein já que ele se referia a fazer isso em CNTP (as condições naturais de temperatura e pressão, ou seja, sem mudar NADA!) e descontando o desgaste do tempo (água mole em pedra dura, tanto bate até que fura…).
      Na hora da frustração, Einstein se aplica, mas a gente esquece que a vida não é um laboratório asséptico, logo, na vida real, a insistência da água esperando pela erosão é mais realista! Que bom.

      E obrigada pelos elogios. Não se esqueça de voltar sempre que a casa é sua. 🙂

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