Lost: What WE Died for…

Ok, não é que eu não tenha gostado do episódio, porque eu gostei, e muito. Mas há alguma coisa a cerca de expectativas geradas, e que são inevitáveis, que não me pegaram de surpresa no Across the Sea tamanha a polêmica que o episódio gerou, mas talvez tenha me pego no What they died for. Segundo o Marcelo, meu marido (que alias, não gostou de Across the Sea embora não admita que foi pelo motivos que apregoei aqui… e aparentemente não deu pulos na cadeira vendo What they died for) a resposta para a pergunta : Porque eles morreram? É simplesmente por nada.

Não que eu concorde. Minha avaliação de Lost perpassa outros interesses que não respostas e é, aparententemente, diametralmente oposta a dele, mas tenho que concordar com uma coisa: pra quem não gostou do episódio 15 pela ausência de explicação ou pela presença de explicações ditas rasas e pseudo-filosóficas, ter gostado do episódio 16 é no mínimo incoerente. Se alguém ainda estava esperando por respostas diretas, ficou no vácuo, mais uma vez.

E eu acho que eu meio que estava. Não que respostas em Lost me sejam essenciais. A história, as metáforas e os questionamentos sempre me bastaram. Mas como quem se chocou com o antepenúltimo episódio, pareceu empolgado com o penúltimo, eu talvez tenha achado que haveria algo alí, algo que eu não achei.

O que achei foi a confirmação da necessidade do episódio simbólico que foi Across the Sea. Sem ele, What they died for não faria o menor sentido whatsoever…  Sem a história da ilha, história essa que deixou de ser científica para ser puramente mítica, o papel de homem planar do Desmond (aliás, eu sempre soube: Desmond é o cara, brother! And see you in another life!) costurando a trilha entre os planos que os levará de volta ao fluxo do tempo, teria sido forçada e desproposital; o embate Ciência X Fé e a troca de papeis, mais uma vez, entre Jack e Lock, também estaria deslocada e seria só mais do mesmo. Mesmo o determinismo, que já defendi antes, que torna possível aos personagens na realidade paralela terem flashs da realidade da ilha e caminharem para algum desfecho que a envolva, também perderia parte do seu teor dramático, se não fosse Across The Sea. Talvez, sem o episódio do embate do irmão fumacinha (pra tentar não usar o termo MIB que admito, é pífio!) e Jacob, eu teria que concordar com o Marcelo: They died for nothing…

Mas não foi por nada. Foi por algo que não passa por respostas prontas. Foi por algo que não se define ou se resume. Foi por algo, que talvez vejamos nas 2 horas e 30 minutos que nos separam do The End. Ou talvez não. Nesse caso, a impressão que Lost nos tatuou nos últimos 6 anos terá que bastar no lugar das respostas. Porque eu amo Lost, e reluto, nesses último momentos,em deixar a decisão na mão dos roteiristas. Eu meio que sei porque eles morreram por… e gostaria, do fundo do coração, de não ser contrariada.🙂 Mas mesmo que eu seja, e o que quer que o episódio final nos reserve, eu sei e  eles bem sabem pelo que morreram: por uma oportunidade de reescrever suas próprias histórias e se resgatarem de si mesmos…

Afinal, Jacob bem disse que não tinha tirado ninguém de suas vidinhas felizes. Detalhe esse que é crucial para o entendimento de Lost, do que é a ilha, e que jornada é essa cheia de provações, encontros e desencontros que os Losties traçaram sob nosso olhar atento nesses últimos 6 anos. Só pro caso de alguém ainda ter duvidas do que diabos Lost fala sobre…

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