Lost Across the Sea and across the meaning…

Semana passada tive que fugir do Twitter por umas 24 horas: era spoiller de Lost pra tudo quanto é lado e eu, vergonhosamente, assisto pela AXN, então, com uma semana de diferença dos amigos Lostmaníacos que baixam o episódio pela internet. Mas antes de fugir, não pude deixar de ler, ainda que de passagem, os ferozes comentários xingando o episódio 6X15 Across the Sea. E por mais que, por um lado, eu tenha a minha opinião independente da opinião alheia, e também por mais que eu tenhas as minhas expectativas em níveis mais realistas que uns e outros com relação a séries televisivas, não pude deixar de me influenciar, mesmo que só um pouquinho, por aquela enxurrada de protesto: assisti o episódio ontem com um pé atrás.

Não sei se é a minha tireóide que de fato está me deixando muito lenta ou se eu realmente coloquei fé inconsciente nas críticas, mas o fato é que passei o episódio inteiro esperando pelo que quer que tenha gerado tanta comoção. E o episódio precisou acabar preu entender que o episódio em si havia gerado a tal comoção.  Só não era uma comoção racional.

Falei outro dia no post do Flávio Watson exatamente sobre o que, na minha opinião, gerou tanto alarde. A maioria das obras de ficção possui um problema fundamental: A explicação alheia nunca é tão boa quanto a minha. E minha não é especificamente da minha pessoa, é um conceito geral e coletivo. Quando um escritor ou roteirista dá uma explicação, seja ela qual for, ele fecha a porta pras milhares de outras que podem ter perpassado a cabeça do público, e ao fazer isso, ele frustra. Se existe alguma verdade universal no úniverso, essa é uma forte candidata ao título. As pessoas tem suas próprias idealizações e perspectivas, e se sentem inconscientemente traídos quando a versão oficial difere da sua.

Quando Lost começou, e inovou em sua linguagem diferenciada, criando novos paradigmas de qualidade para séries na TV, seu principal ‘flavour’ era os mistérios. O que? Porque? Como? Pra que?

Embora eu sempre soubesse que, de uma maneira ou outra, Lost era um conceito semi-fechado e em algum momento um grupo de explicações (fechadas ou abertas) iria costurar o fim da série, tenho que concordar com a minha irmã na avaliação de que a explicação em si é totalmente irrelevante. Primeiro porque o fechamento da série será um dos muitos fechamentos possíveis. E segundo, e principalmente, porque o formular de teorias que a série instiga é que é seu diferencial. E nesse sentido, “acertar” o fim da série tem muito mais haver  com a capacidade individual de compreender como a mente definitivamente doentia, mas no melhor sentido da expressão, de Carlton Cuse e Damon Lindelof funcionam, do que um patamar pra atestar a qualidade da série em si, que é, com episódios mais ou menos bem sucedidos, algo que já se provou nos últimos anos, com a constante renovação do interesse e novos quebra-cabeças a povoarem as discussões pós-episódios dos meus amados nerds (eu inclusa) do mundo inteiro…

Minha argumentação pode ser rebatida com o protesto ardoroso que de o problema é justamente esse: num momento em que a série caminha pro seu esperado desfecho, os roteiristas apresentam mais perguntas do que respostas, e Across the Sea é um novo olhar sobre questões sem, de fato, nem passar perto de respondê-las.

A isso eu respondo com o comentário de que isso é a prova viva da genialidade da série. Ainda sem saber o que os poucos próximos episódios me aguardam (e hoje é dia de fugir dos spoillers do episódio 6×16, What they died for), os roteiristas não só lançaram um novo olhar sobre as nossas dúvidas, relativizando o que parecia absoluto, como fogem ao menos por mais um episódio das respostas fechadas que tem como único objetivo agradar ou desagradar os fãs, conforme suas expectativas anteriores e suas predições. Ao contrário, Across the Sea, a despeito de estar na reta final, é um episódio que faz pensar, que formula conjecturas e abre novas possibilidades, a despeito de ser o antepenultimo episódio de Lost. Ter ainda fôlego para essa dinâmica de quebra-cabeças de paradigmas depois de 6 anos de série, é um feito para ser aplaudido.

Não quero ser repetitiva e dizer o que outros já disseram, então recomendo a leitura da análise do Rafael Windblow sobre esse episódio. A ele, acrescento apenas que um dos pontos mais interessantes de Across the Sea foi retirar a dicotomia bidimensional que existia entre Jacob e seu irmão. Ao humanizar e contextualizar tanto o MIB sem nome e o, até então todo poderoso Jacob,  Across the Sea nos relembra que nem tudo é o que parece, que dependendo de onde o observador se coloca, o mundo é uma visão extremamente diferente da que se via antes. Tirando o caráter absoluto das noções de bem e mal, e, como disse o Wind, assumindo uma certa “falta de objetividade científica na apresentação da história da Ilha”, LOST nos relembra algo que muitas vezes preferimos desconsiderar: há muito mais que preto e branco nos espectros de cores possíveis.

A despeito do desejo de alguns fãs de que LOST traga explicações científicas e lógicas para todos os mistérios apresentados nos últimos 6 anos, explicações essas que seriam amadas por uns e odiados por outros,  o episódio 15 causou polêmica justamente por fugir do óbvio e apresentar uma outra abordagem para encarar esses mistérios. O que pra mim foi uma experiência primorosa e extremamente bem sucedida.  Para os que não gostaram, acho que eles se perderam no episódio, através do mar e a respeito do sentido, não só do episódio em si, mas da série como um todo.

A explicação, amada ou odiada, é confortante. A dúvida e o questionamento, instigante. Eu fico com os segundos…

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12 comentários sobre “Lost Across the Sea and across the meaning…

  1. Já pra mim o episódio soou como “midichlorians”, uma explicação rasa e que teria ficado melhor se não tivesse tido nenhuma.
    Os defensores do episódio dizem que quem não gostou é porque está buscando respostas. Pelo contrário, se a série acabasse e não tivessem dito nada, tivessem focado mais no drama de Jack e cia, pra mim teria sido melhor.
    E nem estou entrando no mérito dos produtores um dia terem dito que haveriam respostas (minimamente) científicas.
    Essa temporada eles CUSPIRAM respostas. O que são os sussurros? O Hurley esbarra com o Michael e descobre que são os mortos que estão presos na ilha. HÃ? Como a estátua quebrou? O Black Rock voou a lá Monty Phyton, quebrou a estátua e parou no meio da floresta. WTF?! A fonte do eletromagnetismo é uma caverna de luz dourada com a energia de tudo que é bom e ruim. Insira uma roda de madeira e você consegue deslocar o tempo(energia de tudo que é bom e ruim+roda de madeira=distorção temporal) o_O !!!!!!!!!!
    Já coisas que um dia foram importantes na série(Walt, porque as crianças são especiais, etc) simplesmente foi deixado de lado.
    Agora o que mais me irritou foi a “fake-mother”. “-Cada resposta só leva a outra pergunta.” Isso pra mim são os roteiristas falando diretamente com o público. “Olha, não vamos explicar isso aqui, passamos anos prometendo respostas mas não vai ter, fica aí quieto e assiste.” E me faz aquele link ridículo de Adão e Eva pra FINGIR que aquilo estava planejado.
    De novo: quem não gostou não foi pela falta de respostas, foi porque as respostas foram bobas e claramente inventadas na hora. A falta de explicação, ou as tais metáforas que os defensores do episódio citam, teriam sido muito melhores, mas não foi isso que aconteceu. Ou vai dizer que o MiB sair boiando pra dentro da caverna e saindo lostzilla é uma metáfora?
    Posso citar várias obras de tv/literatura/cinema onde certas coisas foram explicadas, outras ficaram em aberto, outras ficaram na base da metáfora, e não deu esse gosto de azedo na boca…
    Lost pra mim está igual BSG. Uma série nota 10 com um final nota 6(essa nota ainda pode mudar dependendo dos 2 últimos episódios, mas minha fé ficou enterrada e soterrada naquele poço do MiB)
    E é muito cômodo pros roteiristas passarem anos dizendo que as respostas viriam, pra no final dizer que o que importa é a reflexão sobre as perguntas. Como falei pro Rafa, pra mim eles ficaram foi com medo de dar uma explicação e com isso descartando várias outras teorias e deixando fãs decepcionados.
    Me engana que eu gosto. #not.

    1. Mas Mário (eu vou morrer achando estranho te chamar de Mário, ou a Lilian de Lilian… ), eu não acho que tenha sido uma explicação rasa porque eu não acho que foi uma explicação no sentido real da coisa.

      Talvez, só talvez, o fato deu nunca ter me preocupado com RESPOSTA NENHUMA, que dirá científica, me faz passar por esse episódio o achando genial, enquanto você o achou deplorável. E pra mim é irrelevante o que os roteiristas disseram ou deixaram de dizer, prometeram ou deixaram de prometer. Esse nunca foi meu barato em LOST, e por mais que eu respeito que outros tenham outros baratos, eu acho que os questionamentos em si DEVERIAM ser o barato de LOST e ponto final.

      E pode soar mambo-jambo metafísico, JC, opss, Mário, mas na vida real, cada resposta só leva a outra pergunta. Se isso for um prenúncio de que os roteiristas não vão explicar mais nada, eu acho ótimo. Se foi (só) uma metáfora pra entender que nada é uni ou bi dimensional, acho ótimo também. Porque no fim das contas, cada um entende como quer.

      Ai eu aponto uma certa contradição no seu discurso, que repito, respeito, em relação a no final das contas, você não ter gostado do episódio EXATAMENTE pelos motivos que eu disse que você não gostou… Mas deixa eu desenvolver isso:

      “Os defensores do episódio dizem que quem não gostou é porque está buscando respostas.”

      Ou, como eu disse, porque não gostou das respostas apresentadas. O que dá no mesmo pro que eu quero dizer.

      “De novo: quem não gostou não foi pela falta de respostas, foi porque as respostas foram bobas e claramente inventadas na hora. A falta de explicação, ou as tais metáforas que os defensores do episódio citam, teriam sido muito melhores, mas não foi isso que aconteceu. “

      Viu, como eu disse antes. Seja porque não foi apresentado uma reposta ou seja porque a resposta foi considerada boba e mal ajambrada, quem não gostou está se concentrando no quesito RESPOSTA. A resposta é o que está importando aí.

      Já quem gostou, excetuando quem como você considerou o episódio “respostas” e, diferente de você, gostou delas, mas acho que não seja a maioria, está se concentrando nos questionamentos, Mário. O que me importa não é que exista uma luz que é a suposta fonte do magnetismo e que contém o bem e o mal e que… bla bla bla wiska sachê bla bla bla… O que me importa É o conceito que todo mundo tem bem e mal dentro de si e que o Jacob não é bonzinho e o MIB malzinho. Porque até então, era isso que se apresentava: um era a personificação do bem e o outro do mal, e até continuam sendo, mas não mais de maneira absoluta. Isso é muito mais um questionamento que a série abre do que uma resposta que ela apresente…

      A colocação do Wind sobre a fé cega também foi genial, é eu a transfiro para a bondade cega, a tal da incapacidade de mentir, a conformidade com o status quo, o perdão que se apresenta como incondicional mas não o é (ele perdoa a fake-mother por matar a sua mãe, mas não perdoa o MIB), são características que em si não são boas nem más, mas que definem o Jacob enquanto bondade. Ao mesmo tempo, a ambição (que beira a ganância), a mágoa (que beira a ira) e a inconformidade (que beira o irracional) do MIB é o que na verdade o definem como mal, e são características de todos nós. E tudo isso, isoladamente ou em conjunto, é transferível aos candidatos. Os exercícios de “pisar na jaca” e depois “se redimir” que eles fazem nos últimos 6 anos são espelhos dos primórdios da história da ilha, que não é a ilha em sim, porque a ilha é uma metáfora.

      Baboseira filosófica? Maybe, mas em total acordo com o que foi a série até agora. Não há um corte tão radical como os protestos fizeram parecer. Do jeito que vocês falaram semana passada, eu nem sei o que eu esperava, sei lá, ainda mais depois da chacina do episódio 6X14 que eu tinha acabado de assistir, me passou pela cabeça algo como TODOS os candidatos morrendo e um novo grupo totalmente diferente chegando na ilha, e começando a série tudo de novo. O que eu ia achar estúpido, confesso… mas escolheria ignorar e me reportar aos questionamentos que a série me levantou no decorrer desses anos. Porque se fosse a escolha dos roteiristas, eu quando muito ia achar uma escolha muito ruim, mas ainda assim, é um risco que toda série corre: Eu não sou os roteiristas e eu não determino o final dela…

      Faltando 2 episódios preu ver, um deles com o singelo nome de What they died for, eu não estou livre de ver esse final catastrófico que eu detestaria, e talvez fosse impossível esconder minha frustração, entretanto, em termos teóricos, um final ruim é só uma escolha diferente da minha…

      PS: Cada um é cada um. A única coisa ruim que achei no fim de BSG, e foi MUITO ruim, é que BSG acaba alí… De resto, eu amei. 😛

  2. Engraçado que eu também não entendi por que o povo ficou tão incomodado como o Across The Sea. Eu me amarrei no fato do Jacob ou o Fumacinha serem apenas outros caras perdidos na ilha e não serem necessariamente o “bem” e o “mal” personificados. Não alguma espécie de Deus ou alguma coisa. Pelo que teorizei a “fake mother” era provavelmente o Guardião e a Fumaça ao mesmo tempo (não assisti ainda o What They Died for) e os irmãos simplesmente dividiram o papel entre eles.

    Muita gente ficou puta com a “Caverna Mágica” mas ainda não entendeu que pelo menos na epóca que se passam esse flashbacks dos irmãos, toda explicação dada é “mísitica”, e respostas, respostas mesmo, se respostas ouver vai ser só no “The End”.

    Dito isso espero que , como disseram os roteirtistas, não expliquem TUDO mas que o final não seja uma coisa meio psicodélica e completamente aberta estilo “O Prisioneiro”. =D

    PS: Drika, você sabe quando vai passar o finale na AXN, to vendo na base do Download mas não quero esperar quase 2 dias pra ver e ser inundado de spoilers… (nesse caso, já fiquei a série inteira sem spoiler. Quero manter o padrão…)

    1. Bom, eu até entendo porque o povo ficou P da vida, mas acho que ao ficarem, fogem do que eu considero o sentido real de Lost (por isso o lost across the meaning da parada). Gente, se concentrem menos nas respostas que os roteiristas dão (ou vocês acham que eles dão) e se concentrem mais nas indagações que essas pseudo-respostas nos deixam porque Lost é uma grande metáfora, quer os fãs queiram, quer não! 🙂

      E nops, não sei… acho que vai ser na semana seguinte mesmo. Podiam fazer a mesma (no caso, algo parecido ) coisa que vão fazer em American Idol, né? AI vão passar dessa semana nos EUA na 3a feira aqui no Brasil, e na 4a vai ser ao vivo. Lost não tinha como ser ao vivo por conta da dublagem, mas podia ser no dia seguinte, né? Ou num mundo idealmente bom, 2 horas depois! 🙂 Mas acho que não vai ser nada disso não!

  3. É que eu sai do outro lado da caverna e agora sou Mário, não tem jeito hhahahahahah

    Sei lá Dri, eu entendi total sua opinião, e o post do Rafa foi ótimo para explicar quem gostou do “estilo” do episódio.

    Sobre o questionamento da série, de não ser preto e branco e sim tons de cinza, tenho 3 comentários:
    1 – a série TODA já mostrou isso. Seja no Jack, no Sawyer, no Locke, no Ben, no Sayid, etc…
    2 – eu já tenho a VIDA REAL pra me mostrar isso. 😛 No final das contas estou assistindo a porra de uma série, no momento que ela “não dá respostas”, é como se fosse uma página em branco em um livro. E essa página em branco eu já tenho na cabeça, não preciso de uma série pra trazer esse questionamento.
    3 – Pega o episódio do Desmond dessa temporada. Não explicou nada além de mostrar que as “dimensões” tem uma ligação, mas eu AMEI o episódio, porque achei bem amarrado e com boas atuações. O que pra mim foi o OPOSTO em Across the Sea, a atuação do Paul/Lucifer/Jacob é sofrível, e a questão ‘irmão mais forte rebelde” / “irmão certinho que abraça o caminho da família” é o clichê do clichê né? Só pra citar uma série recente, Six Feet Under falou disso e muito melhor.

    E exatamente como você fala, todos esses elementos de fé cega, rebeledia contra o status quo, etc… Já foi AMPLAMENTE mostrando na série em diversos personagens/episódios. O que esse acrescentou que os outros já não falaram trocentos episódios atrás? Alias, o que esse episódio acrescentou? Eu já achava que o MiB tinha as razões dele e não achava ele totalmente malvado. Todos esses questionamentos citados eu já vi em episódios do Jack e do Locke nas 2 primeiras temporadas.

    Agora discordo(respeitando a opinião obviamente), que está coeso com o que a série foi até agora. Assiste um episódio da 1a ou 2a temporada e assiste uma de agora. Nem parece a mesma série. E isso não é fruto de ser uma longa história ou necessidade narrativa. Como falei pro Rafa, usando Harry Potter de exemplo(sem comparar as histórias)no sétimo livro os personagens estão completamente diferentes, amadurecidos, passaram por ene situações, coisas acontecem, respostas são dadas, várias coisas não são explicadas. Mas em nenhum momento você deixa de “sentir” que está lendo um Harry Potter. Já eu nessa 6a temporada, com exceção de pouquíssimos episódios, não me sinto assistindo Lost, e sim um primo pobre distante.

    ps: Não achei o final de BSG “ruim”, mas pelo tom épico e momentos megafodas da série, achei que o final ficou aquém.

  4. Só pra complementar acabei de assistir o 16 e amei o episódio do início ao fim. Personagens que eu me IMPORTO, o plot andando pra frente e boas atuações, até as piadinhas bem colocadas como nos bons tempos. É simples. Nenhuma invenção de última hora, personagens que não me interessam e explicações meia boca que não acrescentam nada a história. Tomara que o último siga essa linha. Quando sair o DVD da 6a temporada vou querer uma versão sem o Across The Sea 😛

    1. Ok, no que é possivel, retomamos a discussão na 3a que vem, quando eu assistir ao 16; mas provavelmente vou concordar com você na avaliação do episódio. Porque a diferença entre nós é que você teve as suas expectativas esmagadas com o Across the Sea, e eu tive as minhas expectativas renovadas. Quando sair o DVD da 6a temporada vou querer um com a versão estendida do Across de Sea (QUE ADMITO, TEM UMAS PARADAS CLICHÊS, MAS EU NÃO TENHO PROBLEMA COM ISSO. A Vida é clichê pra raio, como você entrando na caverna como JC e saindo como Mário…)

      1. UAI por isso mesmo eu disse “respostas, se respostas houver” (na verdade escrevi “ouver” mas foi erro de digitação… pq não dá pra editar posts?! -__-‘)

        Essas metafóras do LOST são analisadas num livrinho muito bacana que comprei no Areoporto de Guarulhos. “LOST é a filosofia”. Lá diz mais ou menos isso que a Adriana falou… no LOST não há resposta simples e diretas…do tipo “estamos aqui por isso” um pouco igual na vida mesmo… e ao que tudo indica isso é intencional.

        Ainda assim final aberto ou fechado espero que seja um final pelo menos memorável …

        e quanto esse troço de ser cliché… já está virando cliché reclamar de clichés… um cliché bem usado é melhor que muita coisa que tenta ser totalmente inovadora

        e quando me deparo com um cliché, clichézão mesmo, lembro sempre das palavras do grande Max Payne ao remorar o assasinato da sua família:

        “Nunca é cliché quando é com VOCÊ que acontece.”

      2. Pro Davide:

        a) Sei lá? Eu posso editar porque fico logada como admin. Vcs não? Nem se tiverem conta no WP, será? Será que tem como configurar pra poder? Ó tantas peguntas, será que terão repostas? LOL, esquece, é só eu reagindo ao cotidiano no mesmo clima.

        b) MAs já será memorável por definição. Excelente, Péssimo, Aberto, Fechado, Genial, Estúpido, Previsível, Surpreendente. Não faz a MENOR DIFERENÇA como Lost irá acabar: vai ser memorável DO MESMO JEITO. E essa é exatamente a questão que eu estava levantando.
        Eu prefiro que eles usem a minha lógica e agradem ao meu gosto, então eu quero gostar do último episódio, mas é indiferente pro potencial agregador que o Lost teve.

        c) Preciso trocar meu óculos antes de iniciar novas leituras, mas fiquei curiosa. Empresta o livro nem que seja preu passar os olhos?

  5. Empresto sim! E pequeninho… pode ficar com ele até achar os óculos.

    Só que acho que deixei em BH.

    Próxima vez deixo pra você com alguém aqui;

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