Acabou-se o que era doce

Tudo que é bom dura pouco. Cá estou eu, o supra-sumo da quinta-essência do mal humor, sem ter dormido, com a filhota com dever elevado a enésima potência e concentração multiplicada por zero… E  eu querendo um teleporte pra me transportar pra outro lugar. Tá servindo quase que qualquer lugar.

Quando eu vi que não ia conseguir dormir ontem, já sabia o que eu tinha pela frente. Mas tentei pensar positivo: Eu ia dormir de manhã e ignorar os aborrecimentos. Não funcionou muito bem. Até dormi de manhã mas foi um sono esquisito, que não me descansou. Acordei gripada e mal humorada…

A visão dantesca dos boletins semi prontos (faltam uma ou outra nota pra lançar) no site da escola das crianças não ajudou muito.  Pra ser franca, podiam estar piores. O do meu sobrinho estava pior (tadinha da minha irmã!). E eu já sabia que iam vir algumas notas vermelhas. Nem foram tão ruins, considerando que é escola nova, bem mais difícil, bimestre de adaptação, etc… Mas eu posso racionalizar o quanto eu quiser, ainda é um boletim fraquinho, pros dois.

A lista de deveres do dia também foi de tirar o fôlego. E ela não para de pedir pra cochilar um pouco. Queria deixar. Sinto dó. Tô vendo que não tá rendendo. Mas conheço meu gado. Se ela dorme, acorda mal humorada, ainda cansada, e ainda mais dispersa. E amanhã tem a primeira prova do segundo bimestre. Medo. Quase pânico!

Agora ela está fazendo um dever que é pra nota e que serve de estudo. Com um capricho que… tô enganando quem? Já tem mais liquid paper na folha do trabalho pra nota de uma matéria que ela precisa de pontos do que dentro do vidrinho de corretivo. E quando eu tento ajudar sou escurraçada da mesa de estudo. Dai-me paciência, senhor!

Enquanto isso o do meio tá lá fazendo prova. E estudou que nem a minha cara (porque se tivesse estudado que nem a cara dele que é bonitinha, tava melhor!). E eu não posso fazer nada a respeito.

Pelo menos fiz as minhas tarefas do dia, e na hora que eu der a louca e sair de cena e falar “SE VIRA”, ninguém vai poder dizer que eu não tentei ajudar. Consolo medíocre. Mas no fundo, todo consolo é assim.

Tô aqui fingindo não ouvir a outra se lamuriando aqui do meu lado, e tentando impedir que ela cochile sobre o dever. Agora ela se levantou arrastando um cobertor (ela nunca ouviu falar sobre casacos…) e se jogou no sofá dizendo:
_Vou pensar!
_Vai pensar no quê, filha?
_Só pensar.

E em tendo dito isso, dormiu. Então sigo me agarrando a idéia de que anteontem eu dormi, e que ontem foi um dia divertido. E outros virão. Só não será hoje, infelizmente.

Então tá então.

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