Então tá então

Como dizia o (saudoso) Galahad pra todas essas coisas que não temos o menor controle e as quais a gente não tem muita certeza da relevância: então tá então. É que eu me toquei que a semana acabou e eu não sei muito bem onde me posiciono, ou o que é preu estar sentindo ou pensando. O que é extremamente psicótico da minha parte, mas eu realmente não sei. A impressão é de estar assistindo um capítulo meio ruim de uma série que já foi boa e ainda assim ficar esperando pra ver o que vai acontecer depois. No caso, eu não tenho muita escolha, não dá pra simplesmente mudar o canal.

A mãe saiu do hospital hoje, e comemoro isso. Mas está com a respiração difícil e grudada no pai, que está estafado com toda razão, e algo me diz que ainda não é o ponto onde a protagonista respira aliviada, ou se faz isso, tem o expectador que fala “mal sabe o que a espera” adivinhando o que vai vir na próxima cena. Ainda estou esperando a próxima cena. E depois de anos onde precisei aprender a não pular cada vez que o telefone toca achando que era má notícia, volto de novo ao mesmo ponto. Acho que vou continuar esperando a próxima cena por muito tempo ainda. Na verdade, melhor assim, considerando a alternativa. Mas enquanto escrevia esse parágrafo, o telefone tocou, e eu pulei na cadeira. Desagradavel indeed.

O marido não vem essa semana. A solução pro meu mais velho poder vir uma vez por mês é meu marido não vir uma vez por mês. Assim o que ele não gasta de passagem serve pra comprar a do filho. Normalmente eu fico ok com isso. Tá certo que esse esquema é recente, mas acho que posso me acostumar. Mas podia não ser essa semana. Acho que eu precisava de um abraço em silêncio, sabe? Ao menos. Mas tudo bem, sobrevivo.

O mais velho ligou mais cedo um pouco. Perguntou se eu tinha planos especiais pro domingo (dia das mães). Não, nada em especial, e então ele perguntou se podia voltar pro Rio de manhã ao invés de depois do almoço. Eu não sei bem o que ele achava que eu devia responder, mas acho que ele ficou meio P quando eu respondi com muxoxo. Putz, 6a é meu aniversário (esquece isso, eu não faço mais essas coisas) e domingo é dia das mães. E ele vai chegar no sábado pra ir domingo de manhã cedinho? Nem pra almoçar conosco no hotel? Cara, não TEM NADA PRA FAZER POR AQUI, mas pelo menos a gente almoça fora todo domingo. E eu tenho sentido falta dele nos almoços de domingo. Sei que vou me acostumar, mas tenho sentido falta, e ele quer voltar pra ir prum show. Essa coisa de ser delegada ao 7o plano é realmente desagradável. Tentei contornar, falei que não ia ficar com raiva mas obviamente não ia gostar, que era pra ele decidir com o pai dele. E deixa quieto que eu já tenho problema demais.

O do meio foi pra aula particular, e depois ficar no vô ou cair na esbórnia ou sei lá. Achei que como a semana tinha sido casca e como ele tá meio assim assado com a namorada, ele ia voltar pra casa e dormir aqui ao invés de no avô. Ledo engano. O abraço apertado no meio da semana foi ótimo, mas eu continuo em 7o plano.

Restava a menor em casa, mas foi chamada pra ir ao circo com a amiga. Como é que eu ia dizer não? Por acaso eu tinha planos de levá-la? Se não hoje outro dia? Deixando claro, eu não faço o tipo. Nesse ponto, eu sou péssima mãe. Circo, festinhas, programas de índio em geral, todos me dão urticária. Pra compensar, tento criar o máximo de oportunidade pra eles terem almas boas pra os levarem e tento não estragar a festa quando as oportunidades aparecem. Mas confesso que foi meio “mas hoje? justo hoje?” a cara que eu tinha quando disse tudo bem, e quando falei que a amiga pode voltar com ela pra dormir aqui já que eu não quero que ela durma por lá. Amanhã tem mais um em casa pro almoço então ela não vai estudar antes, e depois tem cine-clube e ela vai com o irmão, então prevejo dor e agonia no sábado a noite e domingo de tarde e de noite. Ainda tem uma redação a ser feita e estudo pra prova de 4a, a primeira do próximo bimestre. Tenso. Muito Tenso.

Pra piorar o irmão da amiga veio buscá-la de moto. COMO ASSIM DE MOTO? Eu só vi quando estavam virando a esquina e aí a inês já era morta. Mas se eu soubesse não tinha deixado. Ai fiquei pendurada no telefone tentando falar com ela pra ver se ela chegou bem, e ela só atendeu na 5a ou 6a chamada. Telefone fora de área. Morra Claro. Morra! Mas chegou viva, amém.

Pelo menos a internet voltou depois de cair no meio da tarde e não voltar nem por reza braba (Morra Velox. Morra!) . Pelo menos. Mas tá lenta como um burro manco e exceto por tentar postar e ficar apertando o refresh umas 10 vezes pro post finalmente entrar, não estou vendo muito futuro em navegar nessas condições. E foi só eu apertar o save no post antes de ver se estava tudo ok pra publicar que a internet caiu, de novo. E não está com cara de voltar tão cedo. Ê beleza!

O resumo da ópera é que eu estou sozinha em casa.Eu e meus cachorros, que essa hora arrumam o canto mais longe da casa, lá fora no terreno, pra cochilar e então nem parece que estão por aqui. E é meio que nisso que a a coisa se tornou. Eu sozinha em casa, como uma velha senhora a esperar o tempo passar. Acho que vou passar meu amados cachorros adiante e arrumar uns gatos. Pro clichê ficar certo. Ai eu tricoto com o gatinho brincando com o novelo enquanto espero a compota de fruta dar ponto (Saks e suas malditas predições!) com meu cabelo preso em coque e num vestido de florzinhas e chinelo felpudo. Tô até vendo.

É como parece que vai terminar a série… então tá então!

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PS: Post escrito sexta, as 20:30. Sabe deus que horas vou conseguir fazer ele ir ao ar….

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