Pensamentos Aleatórios

E nada mais…

Quando eu me mudei para esse fim de mundo eu queria uma casa no campo, onde eu pudesse plantar meus amigos, meus discos, meus livros e nada mais…

Acontece que era muito longe pros amigos visitarem (tipo 300 km do amigo mais próximo), meus discos, ou CDs, já tinham sido todos arranhados pela passagem de 3 filhos pequenos pela minha vida (que agora não arranhavam mais discos, mas tipo, sumiam com os poucos que sobreviveram a fase de arranhar disco da mamãe é cool!) e os livros, bem, tem uma estante cheia deles mas eu fiquei meio cegueta e nem sou capaz de ler com gosto até trocar o óculos, pelo menos. E até consegui uma casa no campo de verdade, ai plantei foi barro, cobra, mosquito, aranha, morcego e besouro entrando janela adentro. Tá pensando que é mole morar na roça? Ok, eu estava.  Fui enganada! Por mim mesma.

Alias, tenho um histórico de auto-enganações, de acreditar nem frases de efeito e palavras bonitinhas porque me parece mais interessante do que a coisa em si. Tipo quando acreditei, quando estava grávida de uma menina e entrei em surto semi-psicótico porque eu tinha 2 meninos e só sabia criar meninos, ao ser consolada de que menina é companheira da mãe, é calminha, é delicadinha… BALELA! Amo a minha pequena, mas ela é fogo na jacutinga! A mais irriquieta dos 3, de longe. Se eu estava mesmo contando com o calminha, delicadinha e companheirinha, eu tô no arroz. De com força.

E por aí vai. Eu sou, e estou tendo um surto de vergonha em admitir, a típica me engana que eu gosto. Como dizia o grande Cazuza, mentiras sinceras me interessam, e como!  Se é pra dourar a pílula e enfeitar o galo de pavão, tô dentro.

E o pior, é que eu não propriamente abandono as minhas crenças. Sou uma pessoa fiel, fazer o que, né? Ainda tenho esperança de plantar amigos, discos e livros por aqui. E depois que passa a aflição de por exemplo, um morcego sem rumo entrando por uma janela e saindo pela outra (ufa…!) eu volto a defender o discurso de que eu amo esse meu meio do nada, que foi uma opção pessoal, uma (das únicas) escolha totalmente minha e a defendo como sendo a certa ainda hoje. Defendo não só a cidade no meio do nada como a casa no meio do nada nos arredores da cidade no meio do nada. Acreditou? Não? O pior é que eu sim…

E acabo de entrar em mais uma onda do auto-engane-adriana-porque-ela-acredita e estou fazendo mais um blog, pra tirar do Indo Devagar tudo que não for ligado a danada da minha doença. Pergunta se eu realmente acho que vou manter esse blog, que vou ter assunto, que vou lembrar de não colocar lá nada que não esteja diretamente ligado a minha tireóide e vice-versa, bla bla bla Wiska Sachê bla bla bla! Perguntou? Pior é que acho.  Já até sei que a vida vai me provar que eu cai em outra das minhas mentiras bem intencionadas. Mas aí eu lido com isso.

Por hora eu queria outro espaço pra escrever sem compromisso algum sobre nenhum assunto em específico pra nenhum público em especial. Literalmente um pouco de tudo no nada.  E por hora eu fiz esse blog. O que acontecerá depois disso é outra questão e totalmente irrelevante no momento. Ou ao menos assim é que eu justifico cair nas minhas mentiras sinceras de amor. 😛

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