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Então, né? Pois é. Não foi. (ou Futebol, essa caixinha de surpresas…)

Eu não gosto de futebol. E não me arvoro a dizer que entendo. Mas a vida toda convivi com aficionados pela coisa (sabe como é, o Brasil é um país de técnicos…) então as regras do jogo não me são estranhas, e sou capaz até de palpitar, se me interessa. A questão é que raramente me interessa.

O legal (cof! cof!) de se estar ficando velha, é que a gente vai ganhando bagagem. E não é de ouvir falar em matérias de jornal ou frases de efeito em 140 caracteres. A gente sabe porque já viu, de fato, muita coisa diferente acontecendo ao longo dos anos. E em termos de Copa do Mundo, a cada 4 anos. Soma-se isso com o óbvio (Futebol é um jogo competitivo, onde um ganha, o outro perde, e psicopatias conspiratórias a parte, todo mundo quer ganhar), não vejo muito o que ficar discutindo a respeito: ou se ganha, ou se perde. E a vida segue em frente e ponto.

Essa história de achar culpado é uma das coisas mais surreais do ser humano. Tá certo que a gente aprende com os erros, mas erro é relativo. A gente pode errar e ainda assim atingir o objetivo, e ai ninguém vai aprender nada com ele. Ou acertar tudo e não conseguir, porque o outro foi melhor. Então vamos discutir o que? Depois do leite esparramado no chão da sala, dizer que era pra ter tido cuidado é a completa perda de tempo: o leite não vai voltar pro copo! Não, porque se eu fosse o técnico eu teria convocado fulano, posto beltrano no banco, feito a tática tal e dado a sicrano a orientação de… Querido, você não é/era o técnico, e acho difícil que venha a ser, mas mesmo que fosse, ou se o Dunga tivesse seguido suas orientações, ele ainda podia estar voltando pra casa de mãos abanando, exatamente como vai voltar agora.  A gente tem esse péssimo hábito de se colocar no lugar do outro não para entender como é difícil fazer, mas para criticar e dizer que teria feito diferente. Grandes coisas…  Esse discurso não muda nada, não constrói nada, não acrescenta nada: nem no resultado, nem na vida a partir dali…

Então eu vou contar pra vocês a verdade, e espero de coração não chocar ninguém. Os de coração fraco, por favor retirem-se da sala e tampem os ouvidos das crianças e idosos:
O BRASIL PERDEU PORQUE OUTRA SELEÇÃO GANHOU.
#prontofalei . E nem me venha com a história de que perdeu para si mesma, porque além de desrespeitar o time adversário, isso só é possível de acontecer quando se joga sozinho, ou não se joga.

Presta atenção: não é que eu não me importe ou não ligue.  Catárse perdida é sempre triste. Todo mundo quer gritar Gooooolllll. É campeão. E se pode gritar de boca cheia Hexacampeão então, aí é que se quer muito. Mas não foi. Ponto. Ficou pra outra voz  de outro país gritar essas coisas (menos o Hexa, que ao menos por enquanto, era uma possibilidade só nossa). E não sendo os Argentinos a gritar (sorry, eu não sou de ferro! Nessas horas o estômago revira… É PILHA!), que mal que tem?

É assim mesmo. Uns ganham. Outros perdem. E é da natureza do jogo. A culpa não é do Kaká, do Felipe Melo, do Juiz, da Jabulani nem do Dunga. A culpa é da natureza do jogo. Porque se tivéssemos ganho, os Holandeses estariam tendo essa mesma discussão agora, e culpando, a toa, sabe deus eu quem…

Deixo vocês com algumas frases do Twitter: a maioria fica com mais de 140 caracteres para eu dar RT, então registro aqui algumas considerações interessantes sobre o dia de hoje. Porque no fundo, foi só um jogo!

RT @paulomario: Apoiada RT @helenachagas: Ai,começou. Agora, post mortem, os palpiteiros sabem e-x-a-t-a-m-e-n-t-e porque a seleção perdeu. Ô gente chata.. (via @mr_numbersix)

RT @bqeg: Em 2006 jogava bonito, perdeu. Pau no Parreira. Em 2010 jogamos feio pra ganhar. Perdemos e pau no Dunga. Viva a memória seletiva. (via @mariocaraujo)

RT @mariocaraujo: Ah, o país dos técnicos. Agora até a não-convocação do Adriano é culpa da derrota. Hoje não é um dia pra falar sério sobre futebol…

RT @LeoJaime: O hexa ficou para o Maracanã. Quem é do contra pode começar a vuduzar. Eu levo a maior fé. E quero estar lá para comemorar.

RT @luisnassif: Politizar vitórias é oportunismo. Politizar derrota é burrice. O primeiro se apropria da felicidade geral; o segundo tripudia sobre o luto. (via @deLoyola)

RT @mmezza: Lema da seleção brasileira!@FrasesDoCalvin: Perdi apenas um jogo idiota, mas meu espírito permanece invencível.”

RT @marcelotas: Ok, agora vamos cuidar de votar bem. E não é só para presidente, mas governador, deputado e senador. Pra não chorar depois. (via @deLoyola)

RT @flaviowatson Gente, desanima ñ. Podem manter bandeira na janela e espírito patriótico. Vai começar a Festa da Democracia #EssaEuQueroVer

RT @deLoyola: Ok, Pessoal. Já perdemos a Copa. Não vamos perder também o Ficha Limpa: http://ow.ly/26pZp (via @s1mone)

RT @marciofiorito: Bom, de volta ao trabalho…

E salvo alguma outra que perdi na mesma linha, o resto é o mas do mesmo xingando jogador, técnico, CBF… Respeito, cada um xinga o que quer. Mas nem perdi meu tempo lendo, e não acho que vocês deviam perder também. Então, na onda das grandes comoções, se o mundo não acabar em 2012, a gente fala de futebol de novo em 2014…

Um comentário em “Então, né? Pois é. Não foi. (ou Futebol, essa caixinha de surpresas…)

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