O universo é infinito e em expansão. Um dia desses, apesar do meu desejo emocional por acreditar em outra coisa (como o atrito da gravidade impelindo o tudo para seu movimento reverso, e voltando a si mesmo para um novo abraço em um big crunch), ele irá se desfazer e ainda assim permanecer sem começo e sem fim, disperso em nuvens de matéria, tão distantes umas das outras, carente de quaisquer energia livre capaz de sustentar movimento ou vida, em um estado de entropia suprema, desfeito e ainda assim existente. O universo é infinito e em expansão, e sem sombra de dúvida, detentor dos mistérios da existência, renitentes às tentativas dos astrofísicos de fazê-lo caber em uma única explicação.
O homem, essa formiga cósmica curiosa e insignificante, povoa o infinito com suas lentes potentes, e registra o absoluto ainda que incapaz de compreende-lo em sua total magnitude. Eu não sei se existe uma força superior, uma energia suprema que atribui significado aos movimentos entrópicos. Gosto as vezes de elocubrar a respeito, metafisicamente distante e próxima, e teorizar que a primeira energia, que continha em sí as forças primordiais do universo e que ao se expandir criou o espaço existente onde nada havia, com força tão inimaginável que do nada criou o infinito, era essa tal força, energia e saber inicial e onisciente, que se espalhou em fragmentos e nos fez não de barro, mas de pó de estrela. Eu não sei se é fato, mas chamo de deus essa matéria primeira que hoje é infinita, e em expansão. E apesar da nossa curiosidade igualmente infinita, a resposta, se existe, não se dará em provas científicas mas em epifanias individuais, relativas como tudo mais no universo.
Mas se há prova, tênue e questionável, definitiva e acima de qualquer suspeita, ou um misto de ambos, eu tenho quase certeza que será apreendida em um instante de pura contemplação do que nossos telescópios tão curiosos quanto, fotografam universo a fora…
- Uma nuvem de material derramado por uma estrela massiva pode ser visto em vermelho nesta nova imagem do WISE
- Andrômeda – Hubble e Chandra
- Arp 147, um conjunto de galáxias presas pela gravidade, na constelação de Cetus, a baleia – hubble
- Combinação de informações ópticas do Hubble (em vermelho) e imagens de raios-X do Observatório de raios-X Chandra (em azul)
- Coração e Alma – Nebulosas de Cassiopéia – Fotos com luz infra vermelha
- Explosão de supernova – telescópios Hubble e Chandra
- Galáxia do Sombrero – captada pelo Hubble
- galáxia Messier 101 feita pelo Telescópio Espacial Hubble
- halo de luz que envolve uma estrela da via Láctea. – hubble
- luz ultravioleta emitida pelo ferro no sol – câmara EIT a bordo da espaçonave SOHO
- Nebulosa da Formiga, nuvem de poeira cósmica e gás- hubble
- Nebulosa do Cone – Hubble
- Nebulosa NGC2392, chamada Esquimó – Telescópio Hubble
- Nebulosa Olho de Gato – telescópio Chandra
- Nebulosa Trifid – Hubble
- Nuvem de gás e poeira em torno de uma estrela morta, na Nebulosa da Hélice – Telescópio Spitzer
- pequena região da Nebulosa do Cisne – Hubble
- Pulsar G11.2-0.3 – Telescópio Chandra
- remanescente de uma supernova – telescópio chandra
- restos de supernovas na Grande Nuvem de Magalhães – telescópio Chandra
- silício numa remanscente de supernova – telescópio Chandra
- supernova – telescópio chandra
- Imagem em infravermelho da Galáxia Messier 83 – Wise (Wide-field Infrared Survey Explorer)
- vento que sai das enormes estrelas que ficam no centro da bolha – constelação Cão Maior – Hubble
Fonte prioritária: NASA


























[...] recentes: # Sobre o incomensurável universo e a eventual existência de deus no Tudo e Nada (blog geral) em [...]
[...] This post was mentioned on Twitter by Paulo de Loyola and Adriana Almeida. Adriana Almeida said: Sobre o incomensurável universo e a eventual existência de deus: http://wp.me/pUdXm-bN [...]